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Haddad garante que não será candidato este ano | Política

Haddad garante que não será candidato este ano | Política

Haddad garante que não será candidato este ano | Política

O ministro da Economia, Fernando Haddad, reiterou hoje, em entrevista ao programa “Diálogos” da GloboNews, que não planeja concorrer a nenhum cargo político neste ano de 2026.

“Nada está decidido. Já debati o assunto com o presidente Lula, estamos em diálogo, mas não tenho intenção de me candidatar este ano. Tenho explicado aos meus colegas o motivo disso”, declarou o ministro.

Haddad pretende deixar o ministério em fevereiro para, conforme suas palavras, contribuir com a campanha pela reeleição do presidente Lula.

No entanto, há pressões do PT para que Haddad dispute uma vaga no Senado este ano. Nas próximas eleições de outubro, haverá renovação de dois terços do Senado, além das disputas na Câmara dos Deputados, pelos governos estaduais e pela Presidência da República.

Haddad está lançando o livro “Capitalismo Superindustrial”, pela Companhia das Letras, no qual, segundo resenha da editora, “reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético realizados nos anos 1980 e 1990, revisados e ampliados, de modo a contemplar a bibliografia produzida desde então, bem como os desafios colocados pelo advento da China como potência global”.

Na entrevista, Haddad argumenta que a esperada luta entre os detentores dos meios de produção e os proletários (que vendem sua força de trabalho) não se concretizou historicamente, devido à fragmentação entre os não-proprietários (proletariado), ou seja, não há interesses universais nessa classe.

Nesse contexto, Haddad destaca a “importância da política” em fornecer oportunidades emancipatórias, uma vez que, em suas palavras, “não há nada de natural no movimento emancipatório, que precisa ser trabalhado pela política”.

“Quando as estruturas do século 20 ruíram – o sistema soviético, o nacional-desenvolvimentismo, a social-democracia -, o progressismo ficou um tanto desamparado dessas estruturas e não apresentou nada em seu lugar; e quando o neoliberalismo falhou em 2008, a esquerda não estava preparada para propor uma alternativa; quem emergiu foi justamente a extrema direita”, ponderou.

Haddad defende que o campo progressista deve estudar economia política. “Não acredito que seja possível criar um projeto mais audacioso, com uma melhoria significativa, sem uma análise mais profunda.”

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