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Heloísa Helena ressurge no Congresso com garra e protagonismo na CPMI do Banco Master

A volta da combatividade e da coerência da ex-senadora à cena parlamentar

by admin

Heloísa Helena voltou a Brasília do jeito que a política brasileira conhece: firme, direta e sem medo de briga. Ela assumiu uma cadeira na Câmara como suplente da federação Rede-PSOL, já que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi suspenso por seis meses, e, desde então, acelerou a articulação da CPMI do Banco Master, uma comissão que a oposição tenta colocar de pé para o início de 2026.

E essa movimentação não ficou só no discurso. Nos bastidores, parlamentares atribuem a ela parte do empurrão que faltava para tirar a CPMI do modo “vai ficar para depois”. Enquanto nomes mais experientes calculavam riscos, ela teria feito o básico que muita gente evita em Brasília: ligar, cobrar, insistir e somar apoios.

De volta ao plenário, e com pressa

O retorno de Heloísa não é um “revival” folclórico. Pelo contrário, ela entrou num Congresso que vive de acordos e, ainda assim, tenta operar no modo convicção. Por isso, virou alvo fácil de críticas, mas também virou referência para quem cobra fiscalização mais dura.

Além disso, o timing ajudou. A crise em torno do Banco Master e das operações com o BRB já estava no radar do mercado e do noticiário, então a pauta ganhou tração política, e a CPMI passou a ser tratada como teste de força da oposição.

O que a CPMI quer investigar

A comissão pretende apurar suspeitas de fraude bilionária envolvendo o Banco Master e operações atribuídas ao Banco de Brasília (BRB), com foco em títulos e carteiras de crédito sob suspeita de falta de lastro. A investigação que corre no STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, inclui diligências da Polícia Federal e depoimentos de personagens centrais do caso.

Enquanto isso, o Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB em setembro e, mais tarde, decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, citando insuficiência de recursos e outras hipóteses legais previstas para esse tipo de intervenção.

Bastidores, pressão e a promessa de “luz alta”

É nesse cenário que Heloísa tenta se colocar como rosto e voz da cobrança. Segundo aliados, ela defende uma CPMI “sem blindagem”, tanto para o sistema financeiro quanto para agentes públicos. Assim, o discurso dela mira um ponto sensível: não basta apontar o operador do esquema, é preciso explicar por que as travas institucionais falharam.

Por outro lado, adversários dizem que ela “estica” o tom e transforma investigação em palco. Ainda assim, mesmo quem torce o nariz admite que a presença dela mudou o clima: com Heloísa, a cobrança não costuma virar nota de rodapé.

Uma nova fase, o mesmo espírito

No tabuleiro que começa a se desenhar para 2026, Heloísa Helena voltou a ser um tipo raro de incômodo: aquele que não pede licença para perguntar. E, se a CPMI do Banco Master avançar, ela tende a disputar protagonismo na linha de frente. Se não avançar, então ela deve virar o megafone do “por que engavetaram?”.

No fim, o recado é simples: quando o Congresso tenta olhar para o lado, ela costuma apontar para o centro do problema. E isso, goste-se ou não do estilo, muda o jogo.

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