×

Hezbollah ataca Israel após morte de Khamenei

Hezbollah ataca Israel após morte de Khamenei

Hezbollah ataca Israel após morte de Khamenei

O grupo radical Hezbollah lançou foguetes; em resposta, Tel Aviv bombardeou Beirute e o sul do Líbano.

O grupo extremista Hezbollah reivindicou nesta segunda-feira (2 de março de 2026) o lançamento de foguetes contra o norte de Israel, marcando o primeiro ataque do tipo desde o cessar-fogo acordado entre israelenses e libaneses em novembro de 2024. A ação foi uma retaliação pela morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, durante a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28 de fevereiro).

De acordo com o Hezbollah, o alvo foi uma instalação militar israelense de defesa antimísseis ao sul de Haifa. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter interceptado um projétil lançado do território libanês e informaram que outros caíram em áreas abertas. Segundo o The Times of Israel, não houve relatos de feridos ou danos materiais.

Em comunicado, o grupo declarou que o ataque serve como um “aviso” para que Israel se retire de cinco postos militares mantidos em território libanês desde a guerra de 2024. O Hezbollah alega que a permanência viola o acordo mediado pelos Estados Unidos, enquanto Israel justifica a manutenção das posições por motivos de segurança.

A resposta de Israel foi imediata. A força aérea realizou uma série de bombardeios contra alvos do Hezbollah em Beirute, especialmente nos subúrbios ao sul da capital – conhecida como Dahiyeh – e em regiões do sul e leste do Líbano, incluindo o Vale do Bekaa. Explosões foram registradas por volta das 2h40 no horário local, resultando em moradores deixando as áreas atingidas a pé e de carro, causando congestionamentos.

O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que o Hezbollah “abriu uma campanha contra Israel” e será responsabilizado por qualquer escalada. Ele mencionou que as tropas já estavam preparadas para esse cenário, e o comando do norte de Israel informou que reforçou o envio de tropas à fronteira.

As FDI também anunciaram uma série de ataques contra estruturas do regime iraniano em Teerã, ampliando o confronto iniciado no sábado (28 de fevereiro), após os EUA e Israel atingirem alvos estratégicos no Irã.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, criticou os foguetes disparados do sul do país e classificou a ação como irresponsável. O governo libanês tenta evitar o envolvimento direto no conflito, visto que desde o cessar-fogo de 2024, Israel tem realizado ataques frequentes contra o que descreve como tentativas do Hezbollah de se rearmar.

Fundado em 1982 com apoio da Guarda Revolucionária iraniana, o Hezbollah é considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista e é um dos principais aliados de Teerã na região.