Hospital ou Gabinete? Macrorregional de Caxias atrasa salários e vira alvo de denúncias políticas
O Hospital Macrorregional de Caxias, anteriormente reconhecido como uma importante instituição de saúde na região Leste do Maranhão, enfrenta atualmente sérias acusações envolvendo atrasos nos pagamentos dos funcionários, interrupção de serviços essenciais e possíveis interferências políticas na gestão do hospital.
Informações e denúncias recebidas indicam que a unidade está sem especialistas em oncologia e cirurgiões oncológicos. O setor de atendimento de emergência para pacientes com câncer foi fechado devido aos médicos estarem sem receber salários há cerca de seis meses. Além disso, exames de tomografia não estão sendo realizados, e outros setores, como o laboratório interno, correm risco de paralisação.
A crise se agravou após a mudança na administração da unidade, que, segundo relatos, passou a ter ligações com o grupo político da deputada estadual Cláudia Coutinho. Desde então, surgiram reclamações sobre a falta de serviços básicos e possíveis interferências políticas no hospital.
Denúncias também apontam que pacientes que necessitam de tratamentos específicos estão sendo pressionados a apoiar lideranças ligadas ao grupo político. Caso não concordem, o acesso aos serviços pode se tornar ainda mais difícil, conforme relatado.
Enquanto isso, os pacientes da região estão buscando atendimento no Complexo Hospitalar Gentil Filho para suprir parte da demanda deixada pelo Macrorregional.
Essa situação levanta questionamentos sobre as ações do vereador Daniel Barros, que se apresenta como “Fiscal do Povo” e critica frequentemente a saúde municipal, enquanto o hospital estadual enfrenta uma crise que impacta diretamente a população de Caxias e localidades vizinhas.
Diante das denúncias, é crucial saber se o Governo do Estado está ciente da situação e quais medidas serão tomadas para assegurar que o hospital retome sua função primordial: salvar vidas e atender a população com dignidade.


