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Idafro aciona Justiça contra Prefeitura do Rio por discriminação religiosa no Réveillon 2026

Idafro aciona Justiça contra Prefeitura do Rio por discriminação religiosa no Réveillon 2026

Idafro aciona Justiça contra Prefeitura do Rio por discriminação religiosa no Réveillon 2026

O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) ajuizou hoje uma ação contra a Prefeitura do Rio de Janeiro por suposta discriminação religiosa institucional na programação do Réveillon 2026, na praia de Copacabana.

A ação questiona a decisão do poder público de destinar o único palco da praia do Leme exclusivamente a eventos de natureza gospel, sem a reserva de qualquer espaço, ainda que simbólico, para manifestações das religiões de matriz africana, historicamente ligadas às celebrações de fim de ano no Rio de Janeiro.

O anúncio rendeu críticas a Eduardo Paes (PSD), que rebateu em suas redes sociais e afirmou que “é impressionante o nível de preconceito dessa gente”. A declaração repercutiu mal e fez o prefeito se retratar. Ontem, Paes se desculpou “se me fiz entender mal” afirmou que defende sua defesa às religiões de matriz africana e à liberdade religiosa de forma geral “é pública e notória”.

Segundo a petição do Idafro, a omissão viola princípios constitucionais da igualdade, laicidade do Estado e liberdade religiosa, além de contrariar o Estatuto da Igualdade Racial e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Intolerância Religiosa.

A entidade quer que a Justiça conceda uma liminar para que a Prefeitura seja obrigada a designar uma área específica para a realização de ritos afrorreligiosos durante as festividades oficiais do Réveillon, nas praias de Copacabana ou do Flamengo.

O instituto também pleiteia que o município veicule de forma ampla comunicados e peças publicitárias informando a comunidade afrorreligiosa sobre a garantia de livre acesso aos espaços públicos e sobre as cautelas adotadas para assegurar circulação sem constrangimento.

A iniciativa é liderada pela ativista e escritora Mãe Márcia de Obaluaiê, ialorixá do Candomblé, e pelo Babalawô Ivanir dos Santos, professor e ativista dos direitos humanos e liberdade religiosa.

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