×

Influencer Lito Sousa com câncer de próstata: entenda doença e tratamento

Influencer Lito Sousa com câncer de próstata: entenda doença e tratamento

Influencer Lito Sousa com câncer de próstata: entenda doença e tratamento

O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, revelou ter sido diagnosticado com câncer de próstata. Conhecido pelo canal “Aviões e Música”, Lito relatou que o tumor é um adenocarcinoma de agressividade intermediária, descoberto durante exames de rotina.

O caso de Lito reforça o alerta de especialistas sobre a importância do diagnóstico precoce, que pode elevar as chances de cura para até 95% quando a doença é identificada em estágio inicial.

O que é o câncer de próstata e quais os sintomas

O câncer de próstata caracteriza-se pela proliferação descontrolada de células na glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Trata-se do segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil.

Na maioria das vezes, a doença é assintomática em suas fases iniciais. No entanto, em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar sinais como:

  • Diminuição da força do jato urinário.
  • Dificuldade para iniciar ou concluir a micção.
  • Necessidade frequente de urinar à noite.
  • Dor ao urinar ou presença de sangue na urina.

Fatores de risco e exames de rotina

A idade avançada é o principal fator de risco, com pico de incidência aos 70 anos. Outros fatores determinantes incluem o histórico familiar (parentes de primeiro grau com a doença), obesidade e fatores genéticos, como mutações no gene BRCA. Homens negros também apresentam maior risco e maior agressividade da doença.

O rastreamento deve ser feito por meio de dois exames complementares: o PSA (exame de sangue) e o toque retal. A recomendação geral de idade para início dos exames é:

  • 50 anos: Para homens sem histórico familiar.
  • 45 anos: Para homens com histórico familiar ou de raça negra.
  • 40 anos: Para portadores de mutações genéticas específicas.

Tratamentos modernos e cirurgia robótica

O tratamento é personalizado para cada paciente. Em cerca de 30% dos casos de tumores de baixa agressividade (indolentes), a conduta adotada pode ser apenas a observação ativa, evitando efeitos colaterais desnecessários.

Para casos que exigem intervenção, a cirurgia robótica tem se tornado o padrão de referência. Essa técnica minimamente invasiva utiliza uma plataforma robótica que permite maior precisão, reduzindo significativamente os riscos de sequelas temidas, como a incontinência urinária e a disfunção erétil.

Além da cirurgia, o arsenal terapêutico inclui radioterapia moderna, hormonioterapia, imunoterapia e novas drogas radioativas para casos avançados.

Créditos