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Investidor elegível à cobertura do FGC do conglomerado Master só vai receber a diferença no Will Bank | Finanças

by admin

Nos cerca de R$ 6,5 bilhões em Certificados de Depósitos Bancários (CDB) emitidos pelo Will Bank até setembro de 2025, a XP Investimentos aparece com a maior exposição, com quase R$ 5 bilhões do estoque. Assim como no caso do Master, por ser a maior plataforma de distribuição de ativos bancários de terceiros, aqui a situação se repete.

O investidor que comprou papéis do Will antes de agosto de 2024 vai contar com a cobertura integral do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de até R$ 250 mil, por CPF/CNPJ. Quem adquiriu depois, quando o Banco Central (BC) aprovou a aquisição da instituição pelo Master, se já foi elegível ao reembolso do seguro de depósitos, vai receber só a diferença, porque a cobertura é por conglomerado financeiro. O fundo cobre até R$ 1 milhão no período de quatro anos.

No total, a XP reunia cerca de R$ 35 bilhões em papéis do grupo de Daniel Vorcaro, incluindo Master, Will Financeira, Letsbank e Voiter. No caso da Will financeira, não havia praticamente nada acima da cobertura do FGC, relatou uma fonte.

Outros nomes que já tiveram os títulos da instituição liquidada hoje pelo BC na oferta seriam BTG Pactual, Nubank, Inter e Itaú, segundo o Valor apurou.

Consultado, o Itaú informou, por meio de sua assessoria de imprensa, não distribuir mais papéis da Will Financeira desde que a instituição foi vendida para o Master em 2024. As demais instituições não comentaram.

O BTG também descontinuou a venda, justamente para não confundir o investidor que se fia na garantia do FGC. Assim, títulos do Voiter e da Will Financeira não estavam mais na oferta, segundo um interlocutor a par da política de distribuição do banco. Restaram no estoque R$ 187,7 milhões, dos quais R$ 854 mil fora da garantia do FGC, de 33 clientes.

A Will Financeira é uma controlada do Banco Master, mas não entrou no processo de liquidação decretado em novembro porque havia chances de a operação ser vendida. O negócio não se concretizou, a instituição passou a atrasar obrigações e agora o BC decidiu pela interrupção das atividades.

O FGC começou a pagar nesta semana R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil pessoas que compraram CDBs do Master. O fundo cobre depósitos em conta corrente, poupança e a prazo. Os rendimentos dos títulos da Will Financeira param de ser capitalizados a partir de hoje, com o processo publicado no Diário Ofical da União.

Desde novembro já havia recomendação de algumas assessorias de investimentos para que seus clientes se desfizessem de papéis da financeira no secundário, com deságio que amplificaria os retornos de quem topasse o risco, a fim de evitar a espera do reembolso do FGC. Quando houve a liquidação do Master, a Will Financeira entrou em regime especial e o ato de hoje do BC encerra as suas atividades.

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