Irã e EUA-Israel lançam novos ataques e prometem escalar conflito após assassinato de aiatolá Khamenei
Israel e os Estados Unidos realizaram, no último domingo (1º), novos ataques em larga escala em várias regiões do Irã, como parte de uma ofensiva militar para depor o governo do país. Tanto os aliados ocidentais quanto o governo iraniano prometem aumentar a violência, em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que buscar vingança é um “dever e um direito legítimo”. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, previu que os “opressores internacionais” receberão “uma lição inesquecível”.
Nas redes sociais, Larijani, em um estilo semelhante ao do presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em letras maiúsculas: “ONTEM, O IRÃ LANÇOU MÍSSEIS CONTRA OS ESTADOS UNIDOS E ISRAEL, CAUSANDO DANOS. HOJE, VAMOS ATACÁ-LOS COM UMA FORÇA QUE JAMAIS EXPERIMENTARAM”.
Trump, por sua vez, declarou no domingo que os EUA responderiam ao Irã “com uma força sem precedentes” caso Teerã cumprisse suas ameaças de retaliação pela morte de seu líder.
“Khamenei, uma das figuras mais perversas da história, está morto”, postou Trump nas redes sociais. “Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sistemas de rastreamento avançados, e, em estreita colaboração com Israel, ele e os outros líderes mortos com ele não tiveram chance alguma.”
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, divulgou um comunicado informando que o exército está realizando “ataques intensivos contra alvos vinculados ao regime iraniano”.
“Estamos organizando uma operação aérea contínua para lançar ataques poderosos contra alvos em Teerã”, acrescentou ele.
Ataques no centro de Teerã
O Irã está passando por um apagão digital desde sábado, dificultando as comunicações internas, mas a mídia estatal confirmou a morte de importantes líderes, como o chefe da Guarda Revolucionária, Mohamad Pakpour, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
Em Teerã, o correspondente da Al Jazeera, Toshid Asadi, relatou que explosões intensas têm sido ouvidas na cidade e sirenes de ambulâncias estão soando nas ruas.
“Diferentemente da guerra de 12 dias em junho de 2025, não foram divulgadas informações sobre os locais exatos e os alvos dos ataques”, disse Asadi.
Mohamed Vall, outro correspondente, afirmou que os ataques aéreos atingiram áreas centrais da cidade, incluindo proximidades do aeroporto, sem detalhar os alvos específicos.
O Crescente Vermelho iraniano informou que houve 201 mortes e centenas de feridos. O Poder Judiciário iraniano relatou que bombardeios israelenses em duas escolas primárias para meninas resultaram em 108 mortes no sábado.
O exército israelense alega ter eliminado 40 comandantes de alto escalão, e explosões foram registradas em diversas cidades iranianas.
Retaliações do Irã
No domingo, sirenes de alerta e explosões foram ouvidas em Tel Aviv. Um míssil balístico iraniano matou pelo menos quatro pessoas e feriu cerca de 20 em Beit Shemesh, Israel. Além disso, o exército iraniano atacou bases americanas no Golfo e no Curdistão iraquiano, após lançar mísseis contra vários países, resultando em mortes em Abu Dabi e Tel Aviv.
No sábado, o Irã retaliou atacando todos os Estados do Golfo, exceto Omã, que mediou negociações entre EUA e Irã. Contudo, neste domingo, o porto omani de Duqm foi atingido por drones, e um petroleiro próximo à costa também foi atacado.
Essas agressões geraram grande perturbação no transporte aéreo global, com milhares de voos com destino ao Oriente Médio atrasados ou cancelados, representando o maior impacto desde a pandemia de covid-19.


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