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Israel detecta míssil do Iêmen após Houthis ameaçarem entrar na guerra

Israel detecta míssil do Iêmen após Houthis ameaçarem entrar na guerra

Israel detecta míssil do Iêmen após Houthis ameaçarem entrar na guerra

O Exército de Israel anunciou que detectou o lançamento de um míssil proveniente do Iêmen pela primeira vez desde o início da guerra. Esse lançamento ocorreu logo após os Houthis – um grupo rebelde apoiado pelo Irã – ameaçarem intervir no conflito.

Durante um discurso televisionado, o porta-voz militar Yahya Sarea afirmou que os Houthis estavam prontos para intervir militarmente caso outros países se unissem aos Estados Unidos e a Israel na guerra contra o Irã, ou se o Mar Vermelho fosse utilizado para lançar ataques contra a República Islâmica.

A entrada dos Houthis na guerra aumenta as perspectivas de um confronto regional mais amplo, especialmente devido à capacidade do grupo de atingir alvos distantes do Iêmen e de interromper rotas marítimas ao redor da Península Arábica e do Mar Vermelho, como fizeram durante a guerra na Faixa de Gaza.

Aliados xiitas do Irã no Líbano e no Iraque já se uniram ao conflito na região, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã há quatro semanas.

O panorama atual no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel estão em conflito com o Irã. A hostilidade teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.

Várias autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, bem como sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás realizou ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas alegam que visam apenas os interesses dos EUA e de Israel nessas nações.

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca registrou pelo menos 13 mortes de soldados americanos devido aos ataques iranianos.

O conflito também se estendeu ao Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Como resposta, Israel tem realizado ataques aéreos contra o que considera alvos do Hezbollah no país vizinho, resultando em centenas de mortes no território libanês.

Após a perda de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não pretende efetuar mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão.

Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele afirmou que deveria estar envolvido no processo e destacou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.