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Jair e Flávio Bolsonaro divergem de estratégia do PL para o Senado; entenda

Jair e Flávio Bolsonaro divergem de estratégia do PL para o Senado; entenda

Jair e Flávio Bolsonaro divergem de estratégia do PL para o Senado; entenda

Jair e Flávio Bolsonaro divergem de estratégia do Partido Liberal para o Senado; entenda

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) definiu como prioridade para 2026 a formação de uma maioria de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes. O político tem trabalhado pessoalmente na formação da chapa do PL para o Senado, mesmo estando em prisão domiciliar desde a semana passada, após receber alta médica e sair do hospital.

A estratégia é voltada para 2027, quando os eleitos deste ano assumirão seus cargos e poderão modificar o equilíbrio de poder no Senado. No entanto, ele enfrenta uma postura mais moderada de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência.

De acordo com informações da Folha, Bolsonaro considerou a disputa pelo Senado como o foco central de sua realocação política nos últimos meses. Durante o período de internação e posteriormente em domicílio, recebeu visitas e discutiu possíveis candidatos para a eleição.

O objetivo é eleger aliados em número suficiente para controlar o Senado, escolher o futuro presidente da Casa e destravar questões que atualmente enfrentam resistência, como os pedidos de impeachment contra ministros do STF. O ex-presidente pretende inclusive aumentar a presença de membros de sua família no Senado, com Michelle no Distrito Federal e Carlos Bolsonaro em Santa Catarina.

A estratégia do PL já está em andamento. Conforme levantamento mencionado, o partido possui 35 nomes lançados ou cogitados para o Senado e planeja apresentar pelo menos um candidato próprio em cada estado, com exceção, até o momento, do Amapá.

Nas projeções de Bolsonaro, a ala direitista bolsonarista, somando o PL e outras siglas aliadas como o Novo, poderia eleger até 35 senadores e ultrapassar a marca de 41 cadeiras em 2027, o que seria suficiente para garantir maioria na Casa. Neste ano, cada estado elegerá dois representantes, resultando na renovação de 54 das 81 vagas do Senado.

Carlos Bolsonaro

O discurso mais incisivo em relação ao STF tem sido expressado principalmente por Eduardo Bolsonaro e por pré-candidatos ao Senado. Durante um evento conservador nos Estados Unidos, o ex-deputado declarou: “Os futuros senadores vão ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos expulsar esses juízes corruptos. No dia seguinte, eu o processarei pelos crimes que cometeu”.

Já o deputado Sanderson, que concorrerá ao Senado pelo Rio Grande do Sul, afirmou que obter maioria é crucial para Bolsonaro “porque ele é a vítima da maior perseguição da história do Brasil”. “A Suprema Corte está descontrolada, e quem pode controlá-la é o Senado, porém nunca o fez. Nós vimos que a maneira de tentar corrigir os rumos do Brasil era vencermos o Senado”, declarou.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro busca adotar uma postura menos conflituosa. Conforme a reportagem, o senador evita colocar o embate com o STF como o centro de sua pré-campanha presidencial e prefere focar em críticas ao governo Lula e propostas de gestão. A percepção dos aliados é que o confronto direto com os demais Poderes contribuiu para a derrota de Jair Bolsonaro em 2022 e não deve ser repetido.

No entanto, Flávio mantém apoio protocolar ao impeachment de ministros quando questionado. “Sempre defenderei que, se houver comprovação de crime de responsabilidade, deve sofrer impeachment. Do meu ponto de vista, houve violações, como envolvimento político-partidário e decisões sem fundamento legal onde o juiz deveria se declarar impedido. Manterei minha postura favorável ao impeachment de um ministro que viole a lei; isso não é antidemocrático”, afirmou.

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