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Jardim questiona petistas que exigem rompimento com Brandão: ‘Disseram que era o melhor caminho’

Jardim questiona petistas que exigem rompimento com Brandão: ‘Disseram que era o melhor caminho’

Jardim questiona petistas que exigem rompimento com Brandão: ‘Disseram que era o melhor caminho’

Jardim questiona membros do PT que pedem rompimento com Brandão: “Disseram que era a melhor opção”

O político petista Márcio Jardim fez uma reflexão interessante neste sábado, 24, sobre os rumos tomados pelos dinistas no Maranhão após não terem suas demandas atendidas em algumas regiões, especialmente em Colinas e Barreirinhas.

Em um grupo de WhatsApp com colegas de partido que não seguem mais o governador Carlos Brandão, Jardim afirmou que não se sente obrigado a guardar mágoas do atual líder do Executivo e que não tem a obrigação automática de seguir alguém apenas por se considerar detentor da verdade absoluta.

Ele ressaltou que votou em Flávio Dino por três vezes (2010, 2014 e 2018), mas não o fez em 2022, quando o ex-governador concorreu ao Senado ao lado de Brandão.

Ainda assim, ele questionou por que deveria agora abraçar a mágoa que pertence aos dinistas, os mesmos que, há quatro anos, afirmaram que a dupla Brandão/Dino era a melhor escolha para o Maranhão.

“Este é o ponto que questiono. Votei três vezes em Flávio Dino para governador, mas não votei na quarta eleição de Brandão/Dino. Não tenho lealdade cega. Por que devo agora nutrir ressentimento pelos Brandões? Por que devo cultivar no meu coração a mágoa daqueles que nos disseram que Brandão era a melhor opção para o Maranhão e agora propagam ódio e ressentimento?”, indagou Jardim.

Márcio Jardim continuou com sua reflexão pessoal:

“Mesmo Zé Dirceu e Lula não segui cegamente as orientações!!!! Marrapá!!! Essa desavença não me pertence, querida amiga! 1) O PT está aliado ao governo Brandão desde a gestão de Flávio Dino; 2) Defendo um amplo acordo abrangente para manter a base do governo Lula/Brandão unida; 3) Se isso envolver a candidatura de Felipe Governador, ótimo. Jovem, entusiasmado e disposto a fazer a diferença; 4) Se essa não for a solução, será o fim do mundo? Para mim, não! Nunca exerci mandatos e não me apeguei aos privilégios oferecidos pelos líderes. Vindo de uma família humilde, sem nenhum parente em cargos de confiança no governo, quando fui exonerado do governo Flávio Dino, tomei duas atitudes imediatas: a) 48 horas depois, fui da minha casa na Cohab/Anil à URE, no centro, para solicitar minha realocação e retornar à sala de aula; b) Apaguei o número do celular do governador do meu aparelho para evitar recorrer a ele em situações extremas. Como em uma ocasião em que enfrentamos um problema com barulho excessivo de uma festa vizinha, e mesmo após inúmeras tentativas de contato com a polícia e outras autoridades, recorri ao Twitter para obter ajuda. Compreende a razão pela qual apaguei o número do governador do meu celular? Naquela situação extrema, poderia ter cedido à tentação de enviar uma mensagem indignada ao governador, que não tinha responsabilidade direta pelo problema. Teria sido um cidadão comum incomodando o governador, algo que não me permitiria fazer devido ao respeito que tenho pela função e pela pessoa que tanto admiro.”

Após expor seus pensamentos, Jardim destacou a existência de uma facção dentro do grupo que não visa apenas a vitória eleitoral, mas sim a derrota de Brandão. Ele ressaltou que não se sente motivado a usar o seu partido em prol de Braide apenas para derrotar os atuais líderes. Pois está claro que, com Braide, ninguém sai vencedor. Mesmo que ele venha a ser eleito, se a esquerda pode ser derrotada com Braide, por que não poderia perder com Brandão, mesmo vencendo? Onde está a raiz das mágoas?

Por fim, Jardim expressou sua torcida por um desfecho de unidade e pela reeleição de Márcio Jerry, Rubens Jr., Lula, Manga Rosa e demais candidatos.

Como dizia Eri Castro: “Babilônia em chamas”.

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