Josimar de Maranhãozinho será julgado em março no STF por corrupção; condenação pode levar à prisão
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para os dias 10 e 11 de março de 2026 o julgamento da ação penal que investiga deputados federais acusados de participar de um esquema de corrupção relacionado à liberação de emendas parlamentares, incluindo Josimar de Maranhãozinho, conhecido como Pastor Gil, entre outros.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou os parlamentares de fazerem parte de uma organização criminosa e de terem solicitado propina para liberar mais de R$ 6 milhões em emendas destinadas à saúde de municípios maranhenses. A denúncia aponta que parte desses recursos teria sido condicionada ao pagamento de cerca de R$ 1,6 milhão em propina para gestores municipais.
Segundo as investigações, o esquema teria ocorrido entre janeiro e agosto de 2020, envolvendo a cobrança de percentuais sobre emendas parlamentares em troca da efetivação dos repasses federais a gestores de prefeituras, especialmente na administração de São José de Ribamar (MA) na época.
O julgamento será realizado pela Primeira Turma do STF, com relatoria do ministro Cristiano Zanin, e contará com a participação de ministros como Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
A denúncia da PGR classifica as condutas como corrupção passiva e organização criminosa, crimes graves previstos no Código Penal, e pede a condenação dos acusados, assim como possíveis sanções que podem incluir perda de mandato e pagamento de indenizações por danos morais coletivos.
Durante a fase de instrução, as defesas dos parlamentares negaram as acusações, questionando a validade das provas apresentadas e contestando a conexão entre os recursos repassados e as emendas parlamentares.
O agendamento do julgamento de Josimar de Maranhãozinho no STF marca um momento crucial no processo, que teve início em 2020 após denúncia feita pelo então prefeito de São José de Ribamar ao Ministério Público Federal, refletindo o avanço das investigações sobre irregularidades envolvendo o uso de recursos públicos e a atuação de agentes políticos.


