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Justiça determina reabertura da agência do Banco do Brasil da Praça da Cultura

Justiça determina reabertura da agência do Banco do Brasil da Praça da Cultura

Justiça determina reabertura da agência do Banco do Brasil da Praça da Cultura

A Justiça no Maranhão determinou na última segunda-feira (26) que o Banco do Brasil mantenha a agência da Praça da Cultura em Imperatriz aberta, assegurando o atendimento presencial e impedindo o fechamento, suspensão ou redução dos serviços. A decisão foi emitida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Além da agência em Imperatriz, a determinação abrange as unidades em São Luís: Cohatrac, Reviver, Alemanha; Bacabal: Teixeira Mendes e Anilque; Caxias: Volta Redonda; Amarante do Maranhão; Itinga do Maranhão; Lima Campos; Matões; Olho d’Água das Cunhãs e Parnarama, que não podem ser fechadas ou transformadas em postos de atendimento.

Se alguma dessas agências já foi fechada ou transformada, o banco deverá reabri-las com estrutura e funcionários para atender a comunidade local.

Além da manutenção das agências, o Banco do Brasil foi condenado a pagar R$ 54 milhões em indenização por danos morais coletivos, montante que será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

Essa decisão é resultado de uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA), que questionou o Plano de Reorganização do Banco do Brasil anunciado em janeiro de 2021.

De acordo com o IBEDEC, essa medida é considerada abusiva por modificar unilateralmente a oferta de serviços essenciais. A ação também destaca o impacto da pandemia de Covid-19, que poderia aumentar a aglomeração de pessoas e expor a população a riscos sanitários e exclusão social.

O IBEDEC também citou uma pesquisa do IBGE de 2017, que apontou o Maranhão como o estado com menor acesso à internet no país. Para a entidade, a imposição do atendimento digital à população composta por idosos, aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com baixa familiaridade digital os torna mais vulneráveis, resultando em exclusão financeira.