Leila Pereira explica por que as Palestrinas não jogam no Allianz Parque
No último sábado, o time feminino do Palmeiras conquistou o título da Supercopa do Brasil ao vencer o Corinthians em Barueri. Após a partida, a presidente Leila Pereira foi questionada sobre a escolha de não realizar a maioria dos jogos no Allianz Parque. A dirigente explicou os motivos que levam o clube a mandar a maior parte dos jogos fora da capital paulista.
© Anderson Romão/AGIFLeila Pereira. Foto: Anderson Romão/AGIF
Leila explicou que, para o futebol feminino jogar no Allianz Parque, o clube teria que arcar com custos que não existem nos jogos masculinos. Ela destacou que as receitas geradas pela modalidade ainda não são suficientes para cobrir esses gastos. “Para jogar no Allianz Parque, no futebol feminino, temos que pagar. Não temos esse custo no futebol masculino”, afirmou a presidente.
A presidente também ressaltou que o retorno financeiro do futebol feminino é limitado, principalmente devido à falta de contratos robustos de transmissão. “No futebol feminino, temos que arcar com esses custos, e eles são significativos em relação à receita, que ainda é pequena. Não recebemos da TV ou de transmissões, apenas da CBF em caso de títulos”, completou.
O time feminino do Palmeiras é campeão da Supercopa. Foto: Fabio Menotti/Palmeiras
Maior visibilidade na mídia é essencial para valorização
Diante desse cenário, Leila explicou que o clube precisa priorizar a saúde financeira antes de pensar em aumentar a quantidade de jogos no estádio principal. “Portanto, é necessário melhorar a situação financeira antes de considerar a possibilidade de jogar no Allianz Parque”, afirmou. A dirigente também enfatizou que a escolha por Barueri envolve uma estrutura adequada e logística favorável.
Ao comentar sobre a presença de público no estádio do interior, a presidente destacou a importância dos torcedores na valorização do esporte. “Os torcedores do Palmeiras devem acompanhar o time onde quer que esteja. Aqui em Barueri, temos um estádio espetacular que renovamos e há muitos palmeirenses na região. É uma questão cultural de valorizar o futebol feminino”, explicou.
Além disso, Leila solicitou um maior apoio das emissoras na divulgação do futebol feminino, especialmente em relação aos horários das partidas. Ela acredita que a exposição na mídia é crucial para aumentar o interesse do público e atrair investimentos, defendendo uma mudança na programação televisiva dos jogos.
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Melhores horários para transmissões são cobrados pela dirigente
“A valorização do futebol feminino depende dos investimentos que estamos fazendo, da divulgação das emissoras. Preciso muito da parceria da Globo, com investimento e visibilidade ampliada, em horários mais adequados para os jogos femininos, evitando colocar partidas tarde da noite, o que também é complicado”, concluiu a presidente do Palmeiras.


