“Trata-se de um profissional do Direito de notável saber jurídico e exitosa passagem pela vida pública. Tenho certeza de que exercerá com competência e dignidade as complexas atribuições do cargo para o qual acaba de ser indicado”, disse Lewandowski ao Valor.
Lewandowski deixou o cargo na sexta-feira (9), antes mesmo de ver a sua principal bandeira, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ser aprovada pelo Congresso.
Em nota divulgada no começo da noite, o Palácio do Planalto informou que o convite a Lima e Silva aconteceu durante encontro no Palácio do Planalto, com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que era o número dois de Lewandowski na pasta.
A escolha do jurista já era dada como certa por auxiliares do entorno mais próximo de Lula. Atual advogado-geral da Petrobras, ele foi subsecretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, indicado pelo titular da pasta, Rui Costa, de janeiro de 2023 a maio de 2024. Nesse período, teve convivência quase diária com Lula, de quem se aproximou.
Lima e Silva também já foi ministro da Justiça na gestão de Dilma Rousseff, por apenas 11 dias, em março de 2016. Teve de pedir demissão, entretanto, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, para continuar no cargo, ele teria de renunciar à carreira do Ministério Público estadual, perdendo bônus e aposentadoria.
Egresso no Ministério Público da Bahia, ele tem como padrinhos o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Quando Wagner era governador da Bahia, em 2010, nomeou Lima e Silva para o cargo de procurador-geral da Justiça, onde o indicado permaneceu até 2014.
