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Líder do governo quer arquivar PL sobre preço de referência

Líder do governo quer arquivar PL sobre preço de referência

Líder do governo quer arquivar PL sobre preço de referência

CUIABÁ — O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT/CE), protocolou pedido (.pdf) nesta quinta-feira (4/12) para que o PL 50/2024, que altera a base de cálculo dos royalties de petróleo e gás, seja declarado prejudicado e, consequentemente, arquivado.

O texto, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD/RJ) e com substitutivo de Gabriel Nunes (PSD/BA), foi alvo de pedido de vista na reunião desta quarta-feira (3/12) da Comissão de Minas e Energia.

A alteração do preço de referência do petróleo foi discutida e aprovada pelo Congresso por meio da MP 1304/2025, e vetada por Geraldo Alckmin (presidente em exercício) ao sancionar a lei 15.269/2025 no mês passado, por “contrariar o interesse público”, lembrou José Guimarães.

O veto contrariou a Fazenda e tratou-se de uma decisão política da Casa Civil, atendendo a um pedido da Petrobras. Mesmo com a defesa técnica da equipe de Fernando Haddad (PT), as pastas comandadas por Alexandre Silveira (PSD) e Simone Tebet (MDB) sustentaram o pedido de veto.

Para os ministérios de Minas e Energia e do Planejamento e Orçamento, a sanção da correção da base de cálculo levaria a insegurança jurídica e poderia até mesmo comprometer a arrecadação.

“A aplicação alternativa de metodologia de preço de transferência, importada da legislação tributária, seria inadequada, tendo em vista as diferentes naturezas dos conceitos e de sua aplicabilidade, especialmente em relação às suas finalidades, às diferenças temporais de apuração e à extensão das operações econômicas envolvidas”, argumentou o deputado.

“Assim, considerando estar pendente a deliberação quanto ao veto presidencial em idêntica matéria, o que dará oportunidade para o Congresso Nacional se decidir de maneira definitiva acerca do tema, impõe-se reconhecer a prejudicialidade do Projeto de Lei”, concluiu.

Nesta quinta (4/12), a deputada Bia Kicis (PL/DF), da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, também apresentou pedido para que o PL 50/2024 tramite pela Comissão de Desenvolvimento Econômico.

A princípio, o texto foi distribuído apenas para as comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça.

Orçamento de 2026 aprovado

O orçamento de 2026 foi aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional nesta quinta-feira (4/12), com meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) incluiu um aumento de R$ 3,7 bilhões na arrecadação como recursos contingentes (pendentes de decisão), decorrentes da alteração do preço de referência do petróleo para o pagamento de royalties. O texto segue para sanção presidencial.



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