×

Lula ou Flávio? Quem saiu mais prejudicado após cancelamento de debate da Globo

Lula ou Flávio? Quem saiu mais prejudicado após cancelamento de debate da Globo

Lula ou Flávio? Quem saiu mais prejudicado após cancelamento de debate da Globo

O cancelamento do debate da TV Globo, às vésperas do primeiro turno, abriu uma nova frente na disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. O cientista político Leo Barreto avaliou, no VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes, que Lula pode ter saído mais prejudicado do episódio. Segundo ele, o impacto deve ser analisado principalmente entre os eleitores indecisos, justamente o público que os candidatos precisam alcançar nesta reta final. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Quem perdeu mais com o debate que não aconteceu?

Na avaliação de Barreto, nenhum dos lados terminou o episódio em uma situação particularmente favorável, mas o prejuízo teria sido maior para Lula. “Eu tendo a acreditar que ninguém sai bem nessa foto, embora eu ache que o presidente Lula é mais prejudicado”, afirmou o cientista político. Para ele, a repercussão das decisões judiciais e das críticas feitas por veículos de comunicação criou um ambiente especialmente delicado para o presidente na reta final.

Barreto afirmou ainda que Flávio Bolsonaro tentou enquadrar o cancelamento dentro de um discurso que já vinha adotando. “No caso do Flávio, ele tentou construir ma narrativa de intervenção, uma narrativa de censura”, disse. Segundo o cientista político, essa estratégia se conecta às críticas feitas pelo bolsonarismo à atuação da Justiça. A avaliação sobre quem foi mais afetado, portanto, não decorre apenas da ausência física no debate, mas do ambiente de informação criado em torno do episódio.

O debate ainda poderia mudar votos?

Para Barreto, sim. O cientista político destacou que um confronto televisionado naquele momento teria importância principalmente para os indecisos e para os eleitores que não estavam alinhados nem a Lula nem a Flávio. “É o grupo que vai decidir as eleições”, afirmou. Segundo ele, pesquisas mencionadas durante o programa vinham registrando movimentações nas intenções de voto, sinal de que parte do eleitorado ainda estava definindo sua escolha nos últimos dias da campanha.

Continua após a publicidade

“Esse é o momento em que os eleitores estão tomando posição, estão fazendo ali a sua colinha”, disse Barreto. Na avaliação dele, mesmo representando uma parcela menor do eleitorado, os indecisos poderiam exercer papel determinante em uma disputa apertada. Por isso, a ausência do debate retirou dos candidatos uma das últimas oportunidades de falar diretamente com um público ainda não consolidado.

Podcast pode substituir debate eleitoral?

A opção por outros formatos também entrou na discussão. Lula participou de um podcast enquanto já havia decidido não comparecer ao debate da Globo. Durante o VEJA em Foco, foi relatado que a entrevista alcançou milhões de visualizações e teve forte circulação de cortes nas redes sociais. Barreto, porém, chamou atenção para uma diferença fundamental entre os dois ambientes: enquanto o debate expõe os candidatos ao contraditório, podcasts e transmissões próprias oferecem maior controle sobre a mensagem.

“É um modelo muito mais seguro para o candidato”, afirmou. Para Barreto, a limitação é que esse tipo de comunicação tende a atingir sobretudo públicos já próximos das candidaturas. “É um modelo que só fala para a própria bolha”, avaliou. A questão ganharia ainda mais peso numa eventual disputa de segundo turno, quando, segundo ele, não bastaria consolidar apoiadores: seria necessário buscar os eleitores que permanecessem sem candidato definido.

Continua após a publicidade

O que a ausência dos debates revela sobre a campanha?

Barreto também fez uma crítica mais ampla ao formato assumido pela eleição. Para ele, a falta de confrontos entre os principais candidatos reduziu o espaço para a discussão de propostas e deixou o eleitor com poucas oportunidades de comparar diretamente os projetos apresentados na campanha.

“O eleitor ficou órfão de saber o que pode acontecer com o país, porque proposta mesmo ninguém viu em momento nenhum”, afirmou o cientista político. Na avaliação dele, a campanha acabou dominada por ataques, acusações e disputas judiciais. O cancelamento do debate da Globo, assim, tornou-se não apenas mais um episódio da corrida eleitoral, mas também um retrato de uma campanha em que Lula e Flávio evitaram, até aquele momento, o confronto direto diante dos eleitores.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

Créditos