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Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (20) em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, que o governo federal planeja readquirir a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia, que foi privatizada em 2021 durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Durante sua visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), Lula também anunciou um investimento de R$ 9 bilhões pela Petrobras.

Durante o evento, Lula afirmou que o governo tem a intenção de retomar o controle da unidade baiana, vendida por US$ 1,65 bilhão. “Estamos tomando as medidas necessárias. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprá-la, talvez leve um tempo, mas nós vamos comprá-la”, disse o presidente. Ele destacou que essa ação faz parte da estratégia de aumentar a capacidade de refino no país e reduzir a dependência de combustíveis importados.

A RLAM é uma das principais refinarias do sistema nacional de refino e abastece uma parte significativa do mercado do Nordeste. Lula também mencionou durante seu discurso que o governo planeja expandir as pesquisas em reservas de petróleo. Ao comentar sobre a política energética da administração anterior, afirmou que o governo atual continuará investindo na produção interna e em medidas consideradas estratégicas para o suprimento nacional.

Lula também revelou que a Petrobras pretende estabelecer uma política de estoques de combustíveis, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard. Segundo ele, essa proposta visa possibilitar uma resposta eficaz em momentos de crise e pressão internacional sobre os preços. O presidente ressaltou que essa medida demanda tempo e envolve custos elevados, porém será tratada como um ponto estratégico para o país.

Ao defender a formação de estoques, Lula relacionou a iniciativa com o cenário internacional e as flutuações do mercado de energia. “Isso não acontece rapidamente, leva tempo. Mas é fundamental que a Petrobras e o governo considerem, para não serem prejudicados pelo que está ocorrendo atualmente”, afirmou. Ele acrescentou que o Brasil precisa ter ferramentas para reagir a movimentos especulativos e mitigar os impactos nos preços dos combustíveis.