Meligeni questiona excesso de reclamações no circuito: ‘Bando de mimados’
Durante o New Balls Please desta semana, Fernando Meligeni, ex-top 25 mundial, falou sobre o cenário atual do circuito e criticou o excesso de reclamações por parte de alguns tenistas.
O apresentador Fernando Nardini aborda o tema relatando uma sugestão de Alex De Minaur, que pediu para que seja colocado um cronômetro para diminuir o tempo de alguns atletas para sacar, permitindo somente um lançamento de bola (toss), por exemplo.
“Eu gosto muito do De Minaur, e não vou falar exatamente dele, pois é só mais um reclamando. Um bando de mimados. Isso sempre existiu e sempre vai existir, agora tudo que sai do controle, vira reclamação. Reclamam da quadra, reclamam da bola, do encordoador. Existe hoje uma tendência em colocar a responsabilidade no outro e não se adaptar”, opinou Meligeni.
“Colocar um cronômetro para o segundo saque… estão reclamando que está cada vez mais difícil de jogar. Cada vez estão jogando mais por causa da televisão, e reclamando que o jogo está demorando demais. Pau que bate em Chico bate em Francisco. Estão enchendo o saco que estão precisando descansar, mas se o cara bater muito a bola pra sacar… todo muito virou santo agora”, seguiu.
“Você acha que um cara que erra um toss, erra por querer? Você vai punir o cara?”, questionou Meligeni. “Boto minha mão no fogo. Isso briga contra a confiança do saque. Você jogar a bola errada no toss, você descontrola. É algo contra você mesmo. Não dá para brincar com o toss (…)”, respondeu Meligeni ao ser perguntado por Nardini.
“Você tem de tudo no circuito”, explicou Fernando, se referindo aos mais variados tipos de comportamentos. “Estão querendo fazendo fazer uma padaria, com o pão sempre igual, com o mesmo peso. O tênis não é isso”, destacou. Nardini questiona se a regra do cronômetro realmente não deveria ser implementada, e Meligeni segue contra. “Nesta geração, começou a geração do ‘eu posso tudo’, diferente da nossa. (…) O Nadal jogava a hora que ele queria, e ninguém falava nada dele”, seguiu.


