O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitou, nesta quarta-feira (31), ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) a decretação de intervenção estadual na Prefeitura de Turilândia. A medida extrema foi motivada pelo cenário de colapso administrativo vivido pelo município após a prisão dos principais gestores eleitos.
De acordo com o MP, o prefeito eleito encontra-se preso, assim como a vice-prefeita. Além disso, o gestor interino — presidente da Câmara Municipal — cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, situação considerada inaceitável pelo órgão ministerial para a condução da administração pública.
O pedido foi formalizado pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo Castro, após os desdobramentos da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). As investigações apontam um rombo de aproximadamente R$ 56 milhões nos cofres públicos do município.
Como resultado da operação, foram presos o prefeito Paulo Curió, a vice-prefeita Tânia Mendes e vereadores de Turilândia, em apurações que envolvem suspeitas de crimes contra a administração pública.
Diante do afastamento simultâneo dos gestores eleitos, a administração municipal chegou a ser assumida, de forma provisória, pelo então presidente da Câmara de Vereadores, mesmo ele estando sob prisão domiciliar, o que agravou ainda mais a crise institucional no município.
O Ministério Público também estuda requerer a perda total do mandato do prefeito atualmente preso, reforçando a necessidade de uma intervenção para restabelecer a legalidade, a governabilidade e a normalidade administrativa em Turilândia.
O caso segue em análise no Tribunal de Justiça do Maranhão e novos desdobramentos são aguardados.
Por-BlogCastro.com.br/Política e Cotidiano.
