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Morte após lipoaspiração em São Luís: polícia investiga caso de empresária de Pinheiro

Família cita falta de confirmação de exames e prontuário tardio; médico, Policlínica e CRM-MA se manifestam sobre o caso.

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A empresária Ariene Rodrigues Pereira, moradora de Pinheiro (Baixada Maranhense), morreu na noite de terça-feira (20) em São Luís. O 13º Distrito Policial abriu investigação para apurar o caso.

Ariene passou por uma lipoaspiração na Policlínica Ibirapuera, no bairro do Cohatrac. O médico Alexandre Augusto Gomes conduziu o procedimento. Agora, a polícia deve ouvir familiares e profissionais que participaram do atendimento, porque quer esclarecer o que ocorreu antes, durante e depois da cirurgia.

O que a família registrou na Polícia Civil

A família relatou no boletim de ocorrência que Ariene entrou na unidade por volta das 8h. Depois, por volta das 18h, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória.

No registro, os familiares citaram condições pré-existentes, como hipotireoidismo, e também o uso contínuo de medicação. Ainda assim, eles disseram que não receberam confirmação sobre exames pré-operatórios ou avaliação formal de risco cirúrgico antes do procedimento.

Além disso, a família informou que só recebeu o prontuário médico por volta das 23h.

Advogada aponta divergências e pede apuração completa

A advogada da família afirmou que encontrou divergências e incoerências nas informações repassadas. Por isso, ela defendeu uma apuração completa, para que a investigação não produza injustiças para nenhum dos lados.

O que disse o médico responsável

Em nota, Alexandre Augusto Gomes afirmou que Ariene “não tinha qualquer comorbidade ou contraindicação” para a cirurgia planejada. Ele também disse que a equipe realizou todos os exames e que os resultados não indicaram impedimento.

Além disso, o médico declarou que planejou e executou todas as etapas do procedimento com padrões rigorosos de segurança e qualidade.

Por fim, ele sustentou que a paciente sofreu uma fatalidade, sem relação com falha profissional. Segundo a nota, a equipe prestou atendimento e tentou evitar o desfecho.

Policlínica cita laudo do IML

A Policlínica Ibirapuera também divulgou nota. No texto, a unidade afirmou que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte uma embolia maciça por coágulo sanguíneo.

A policlínica descreveu o quadro como um evento súbito e grave. Ainda segundo a nota, a unidade prestou assistência médica hospitalar durante a ocorrência.

CRM-MA diz que não recebeu denúncia formal

O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que tomou conhecimento do caso pela imprensa. Além disso, disse que ainda não recebeu denúncia formal apresentada por legitimados.

Mesmo assim, o conselho afirmou que realiza um levantamento inicial de informações. Com isso, pretende avaliar as circunstâncias do caso e decidir se abre apuração de ofício.

O CRM-MA também explicou que processos ético-profissionais tramitam sob sigilo por previsão legal. Por isso, o órgão disse que não comenta informações específicas sobre profissionais, principalmente sem procedimento formal instaurado.

Por fim, o conselho declarou que, se alguém formalizar denúncia ou se o levantamento indicar necessidade, adotará as providências cabíveis, com contraditório e ampla defesa. O CRM-MA também manifestou solidariedade aos familiares e amigos e reafirmou o compromisso com a fiscalização ética da medicina e com a segurança da sociedade.

O Ludovico

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