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MST ocupa Incra no RS por reassentamento de famílias afetadas pelas enchentes de 2024

MST ocupa Incra no RS por reassentamento de famílias afetadas pelas enchentes de 2024

MST ocupa Incra no RS por reassentamento de famílias afetadas pelas enchentes de 2024

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul deu início, na manhã desta sexta-feira (12), a uma vigília na sede da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. O objetivo é pleitear o reassentamento de famílias impactadas pelas enchentes de maio de 2024 e o assentamento de famílias que residem em acampamentos no estado.

A mobilização teve início após a ocupação de uma área de 400 hectares da antiga Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, em São Gabriel, na segunda-feira (9), realizada por cerca de 500 mulheres do movimento. Imagens do local mostram estruturas com entulho de demolição e vegetação alta.

Após a desocupação, uma comissão do movimento foi recebida no fim da tarde de quarta-feira (11) pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim. Estiveram presentes também o superintendente do Incra no estado, Nelson Grasselli, e o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT). O governo estadual informou que aguarda uma reunião com o presidente do Incra, César Aldrighi, para discutir a definição das áreas.

De acordo com Carla Kamila Marques, dirigente estadual do MST, a intenção é pressionar por um encontro entre o Incra e a Casa Civil do estado para viabilizar o repasse de áreas estaduais ao órgão federal e permitir o assentamento das famílias. Marques afirma que a vigília na sede do Incra continuará até que o movimento obtenha uma resposta sobre as demandas apresentadas.

Em comunicado ao Brasil de Fato, o Incra do Rio Grande do Sul reiterou “o compromisso com sua missão de realizar a reforma agrária e assentar famílias sem-terra”. A autarquia também anunciou a abertura de um processo seletivo para famílias interessadas no assentamento Nova Conquista II, criado no ano anterior em uma área de 347,7 hectares, em Eldorado do Sul.

O Instituto também informou que, no início do ano, a área do antigo Horto Florestal em Vitória das Missões foi declarada de interesse social para fins de reforma agrária. O terreno, com 121,87 hectares, será destinado à criação de um assentamento, regularizando a situação de sete famílias que habitam o local há mais de uma década.

No ano anterior, o órgão também adquiriu a área do antigo Horto de Cruz Alta, com 125 hectares, no Rio Grande do Sul. Essa ação beneficiou 12 famílias que já haviam participado do edital de seleção.

A reportagem também solicitou um posicionamento à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, responsável pelo assunto. Assim que houver um retorno, o espaço será atualizado.

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