As apresentações de estreia do Coral Negro transformaram o cenário cultural de São Luís no encerramento de 2025. Unindo potência artística, identidade e um forte impacto social, o projeto percorreu territórios estratégicos da capital maranhense, reafirmando que a arte é, acima de tudo, um direito fundamental.
Um Roteiro de Identidade e Presença
A trajetória do grupo começou com a energia da Praça Sete Palmeiras, na Vila Embratel. Em seguida, as vozes ecoaram na Viradinha Afro Cultural, ocupando a histórica Praça Nauro Machado, no Centro de São Luís.
O ponto alto da jornada, no entanto, foi o encerramento emocionante na Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), no Complexo de Pedrinhas. A apresentação levou o canto coletivo a um espaço de introspecção, promovendo a escuta e o reconhecimento humano.
”A música traz alegria, rompe barreiras. Presenciamos uma energia muito especial e espero que possamos repetir essa experiência em um prazo curtíssimo”, destacou Bruno Peixoto, diretor-geral da UPFEM.
Arte como Caminho de Resistência
Para a idealizadora do projeto, Walkerleny Soeiro, o Coral Negro cumpre uma missão que vai além do entretenimento. O foco está em levar a cultura negra a espaços muitas vezes invisibilizados pela sociedade.
- Escuta e Troca: A conexão direta com o público em cada território.
- Representatividade: O protagonismo da música preta no cenário coral.
- Transformação: O uso da arte como ferramenta de resistência e dignidade.
”Encerrar 2025 em um lugar onde a invisibilidade costuma prevalecer reafirmou a potência do projeto e a força da arte como caminho de resistência”, afirmou Walkerleny.
Fortalecimento Cultural
Com uma recepção calorosa e grande adesão do público, o Coral Negro encerra seu primeiro ciclo consolidado como um agente de transformação social. O projeto não apenas amplia o alcance da música coral no Maranhão, mas fortalece o diálogo essencial entre a arte e a comunidade.
Apoio e Realização
O Coral Negro é um projeto viabilizado com o patrocínio da Vale, realizado pelo Instituto Ylúguerê e pelo Ministério da Cultura. A produção é assinada pelo Ateliê do Sonho São Luís, com o apoio fundamental da UEMA, da Escola de Música Bom Menino das Mercês e do Governo do Estado do Maranhão.
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