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Nordeste domina cadastro de projetos em corrida por leilão de baterias

Nordeste domina cadastro de projetos em corrida por leilão de baterias

Nordeste domina cadastro de projetos em corrida por leilão de baterias

NESTA EDIÇÃO: Região Nordeste desponta como principal escolha de desenvolvedores de projetos para leilões de baterias em dezembro;

Parlamentares do Partido Liberal (PL) apresentam propostas para suspender E32;

Preço do barril tem queda significativa; Donald Trump em conflito com ExxonMobil e Chevron;

Setor de centros de dados altera estratégia diante do esvaziamento do Redata;

Shell encerra atividades de energias renováveis na Europa.

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EDIÇÃO APRESENTADA POR:

Mais de 6 mil projetos foram registrados para os leilões de baterias em dezembro, conforme informado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta segunda-feira (3/8). E o Nordeste se destaca como a escolha preferencial dos desenvolvedores de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS).

Entre os 296,8 GW de potência inscritos nos certames:

  • 71,1% estão na região Nordeste, líder em geração de energias renováveis no país;
  • enquanto 18,8% estão no Sudeste;
  • e 10,1% nas demais regiões.

A contratação dos sistemas de baterias será realizada por meio de dois leilões:

  • o primeiro (2/12) dedicado a sistemas BESS com conteúdo local estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 5.296 projetos inscritos (261,4 GW de potência);
  • e o segundo (4/12) aberto a todos os projetos, com 5.734 projetos registrados (281 GW de potência).

Parte dos projetos (245 GW) participa de ambos os leilões. Nem todos esses projetos, no entanto, estarão aptos a participar dos certames, pois ainda passarão por avaliação técnica da EPE.

O número de projetos representa um recorde de participação em leilões do setor elétrico brasileiro.

  • De acordo com a EPE, a modularidade dos sistemas, aliada à dispensa de licenças ambientais e certificações de projeto durante o registro, contribuíram para esse recorde;
  • a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) atribui o alto número à confiança dos investidores no Brasil e à capacidade técnica, industrial e financeira para viabilizar investimentos em larga escala no país.

Próximos passos: Os editais estão em consulta pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até 14 de setembro. Em seguida, a capacidade de escoamento disponível para os certames será divulgada em 28/9; e a avaliação técnica dos projetos deverá ser concluída em 17/11.

Financiamento em debate: No contexto dos preparativos para os leilões de BESS, a divisão dos custos do armazenamento em baterias é tema de discussão no Congresso:

  • No Senado, o substitutivo do PL 5017/2019, aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) em julho, propõe a revogação de um artigo da lei 15.269/2025 que transferiu aos geradores os custos da contratação dos sistemas de armazenamento;
  • Na Câmara, está em tramitação o projeto de lei 3.716/2026, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), que sugere compartilhar esses custos com os usuários.

A mudança beneficia tanto os geradores quanto as empresas interessadas nos leilões de baterias. A Absae critica a distribuição dos custos apenas para as geradoras, classificando a regra como “excepcional” e “anti-isonômica”.

Em destaque: Com o fim oficial do recesso parlamentar, o Congresso retoma suas atividades – o primeiro período de esforço concentrado, inicialmente previsto para o período eleitoral, deve ocorrer na próxima semana.

Deputados contra E32: A ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina entrou em vigor no sábado (1º), provocando reações no Congresso. Deputados do PL apresentaram propostas para suspender a medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

  • As justificativas de Nikolas Ferreira (PL/MG) e Bia Kicis (PL/DF) são semelhantes: a falta de estudos técnicos específicos que embasem o aumento da mistura para 32%. Esse é o principal motivo da ação movida pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais contra a decisão do CNPE.

Variação nos preços do etanol nos postos: Em 18 estados, os preços médios do etanol hidratado caíram, subiram em cinco estados e no Distrito Federal, e permaneceram estáveis em outros três estados na semana passada. Nas revendas pesquisadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em todo o país, o preço médio do etanol diminuiu 0,5% na semana, passando de R$ 4,02 para R$ 4,00 o litro.

Preço do barril: O preço do petróleo Brent caiu 4,73%, para US$ 83,77 o barril, na segunda-feira (3), após o presidente norte-americano, Donald Trump, cancelar um ataque planejado contra a infraestrutura energética do Irã. A continuidade das negociações de paz, no entanto, permanece incerta.

  • Pressão de Trump sobre Chevron e ExxonMobil: O presidente dos EUA acusou as gigantes petrolíferas de estarem obtendo lucros excessivos com o aumento dos preços dos combustíveis e afirmou que deveriam “restituir parte desses lucros ao público”. (Reuters)
  • Também acusou o CEO da Chevron, Mike Wirth, de ingratidão por não reconhecer devidamente o governo pelo sucesso financeiro da empresa petrolífera. (Washington Post)

Expansão de gás na Colômbia: A Petrobras anunciou uma nova descoberta de gás natural em um poço em águas profundas do país vizinho.

Diante da redução do Redata: A indústria de centros de dados optou por mudar de estratégia. Ao invés de focar na retomada do regime especial de incentivos fiscais, o setor passou a buscar alternativas nos estados para manter a competitividade do Brasil na corrida global por investimentos consideráveis em infraestrutura digital.

Licenciamento ambiental no STF: A pauta ambiental chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto, com uma série de julgamentos que podem redefinir os limites entre a proteção ambiental e a expansão produtiva e de grandes empreendimentos.

  • O “agosto verde” do STF ocorre em um momento de tensão entre o Congresso Nacional, os estados, o setor produtivo e organizações da sociedade civil. Entre os destaques da agenda estão Marco Temporal, novo licenciamento ambiental e Moratória da Soja.

Caducidade da Enel SP: A área técnica da Aneel descartou a necessidade de “prova pericial adicional” antes da votação do processo que poderia resultar na recomendação de caducidade do contrato da Enel São Paulo.

  • A Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica afirma que a instrução processual existente já é suficiente para embasar a futura decisão da diretoria colegiada.

Shell vende negócios de energias renováveis: A empresa petrolífera anunciou a venda de toda a sua operação de energias renováveis em terra na Europa para a TotalEnergies. Esse movimento reforça a estratégia do grupo britânico de direcionar seus negócios para o gás natural e GNL integrados, reduzindo assim a exposição direta às energias renováveis.

  • O português João Santos Rosa assumiu a presidência da Shell Brasil neste mês, sucedendo Cristiano Pinto da Costa.

Profissionais para a transição: A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo na segunda-feira (3) com 16 perfis profissionais que devem se destacar até 2035 devido à sua relação com as demandas da transição energética.

  • O estudo destaca a importância de conhecimentos técnicos atualizados e da capacidade de desenvolver soluções relacionadas à descarbonização, economia circular, digitalização e adaptação às mudanças climáticas.

Acordo Mercosul-UE: O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu consulta pública para subsidiar a elaboração de uma lista de produtos sustentáveis no Mercosul. Contribuições podem ser enviadas até 2 de setembro, com o objetivo de identificar produtos que contribuam para a conservação e recuperação de florestas e ecossistemas vulneráveis.

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