O nome que ganha força para o STF após aprovação do fim da 6×1
Rodrigo Pacheco, Davi Alcolumbre e Lula. Foto: Reprodução
O ex-senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) voltou a ganhar força para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a reaproximação política entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. A articulação avançou depois da aprovação do fim da escala 6×1 nesta quarta (14).
A medida trabalhista figura entre as prioridades eleitorais de Lula, assim como a aceleração da tramitação da PEC da Segurança no Congresso. Alcolumbre também atua para destravar essa proposta, considerada estratégica pelo Palácio do Planalto.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a indicação de Pacheco integra o novo acordo político costurado entre Lula e Alcolumbre. Os dois retomaram a aliança após um período de tensão provocado pela disputa em torno da sucessão no STF.
No primeiro semestre, Lula preferiu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. Alcolumbre defendia Pacheco e reagiu à escolha ao conduzir no Senado uma votação que impôs derrota a Messias.
Senadores comemoram aprovação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Vaga no STF entra na negociação entre Lula e Alcolumbre
Pacheco acabou indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU), mas a cadeira no Supremo continuou desocupada. Com a recomposição da relação entre o governo e a cúpula do Senado, o ex-presidente da Casa retornou à dianteira na disputa pela indicação.
Aliados de Lula e Alcolumbre avaliam que o presidente pode indicar Pacheco antes da eleição presidencial caso enxergue risco de derrota para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida buscaria impedir que um eventual novo governo escolhesse um nome de direita para a atual vaga.
Pacheco reúne apoio no Senado por já ter presidido a Casa e manter trânsito entre diferentes bancadas. O bolsonarismo conta atualmente com cerca de 30 parlamentares no Senado, número que não bastaria para barrar a aprovação de seu nome.
Se conquistar a reeleição, Lula poderá indicar quatro ministros ao STF no próximo mandato: além da cadeira hoje aberta, as vagas de Luiz Fux, que se aposenta em abril de 2028; Cármen Lúcia, em 2029; e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030. A negociação prevê que Messias fique com a indicação seguinte e que duas mulheres ocupem as duas últimas vagas.


