O que é a ‘frota fantasma’ russa que poderá ser interceptada pelo Reino Unido
O Exército britânico poderá interceptar e apreender navios sancionados pertencentes à “frota sombra” russa caso estes adentrem nas águas territoriais do Reino Unido, conforme anunciado nesta quarta-feira, 25, pelo gabinete do primeiro-ministro, o trabalhista Keir Starmer.
Londres sancionou 544 embarcações suspeitas de serem parte dessa “frota sombra” russa, composta principalmente por antigos navios petroleiros, os quais Moscou utiliza para contornar as sanções ocidentais implementadas em resposta à invasão da Ucrânia em 2022.
“O Reino Unido intensificará a vigilância em torno dessa frota, fechando suas águas, incluindo o Canal da Mancha, para os navios sancionados. Os operadores terão que optar por rotas mais longas e dispendiosas, caso contrário correrão o risco de serem detidos pelas forças britânicas”, destaca o comunicado. Qualquer operação desse tipo exigirá a aprovação do governo.
Essa decisão surge após Washington anunciar uma suspensão temporária de algumas restrições ao petróleo russo, visando conter o aumento dos preços do petróleo causado pela guerra no Oriente Médio.
O presidente russo, Vladimir Putin, está otimista com o aumento dos preços do petróleo porque acredita que isso lhe possibilitará encher os cofres”, afirmou Keir Starmer citado no comunicado. “Por isso, estamos adotando medidas mais rígidas contra sua frota sombra”, acrescentou. Segundo Londres, “75% do petróleo russo é transportado por essa frota em deterioração”.
Em janeiro, o Reino Unido declarou apoio a Washington em uma operação americana para capturar, no Atlântico Norte, um petroleiro associado à Rússia, o “Marinera”, anteriormente conhecido como “Bella 1”.
Recentemente, França, Bélgica, Finlândia e outros países europeus também interceptaram navios suspeitos de violarem as sanções e supostamente pertencentes a essa “frota sombra” russa, conforme autoridades locais.
“Após a interceptação de um navio, podem ser iniciados processos criminais contra os proprietários, operadores e tripulação, por violação da legislação britânica de sanções”, informou Downing Street.
(AFP)


