O que os brasileiros fariam com o tempo livre, caso o fim da escala 6×1 fosse aprovado
Uma pesquisa realizada pela Nexus revelou que, caso o fim da escala 6×1 fosse aprovado sem redução salarial, 45% dos brasileiros optariam por passar mais tempo com a família. Enquanto isso, 23% indicaram que dedicariam mais atenção à própria saúde e 18% escolheriam atividades de lazer durante o tempo livre.
Além disso, outras opções foram mencionadas, como buscar uma renda extra (15%), reservar momentos para o relaxamento mental (14%), praticar atividades físicas (11%), investir em cursos e capacitações profissionais (10%), dedicar-se a reformas em casa (7%), iniciar um novo hobby (5%) e aprender um novo idioma (4%). Apenas 3% dos entrevistados afirmaram que não se dedicariam a nenhuma dessas atividades, enquanto 4% não souberam ou optaram por não responder.
A pesquisa aponta para mudanças nas prioridades de acordo com diferentes faixas etárias, gêneros e níveis de renda.
Entre os brasileiros de 25 a 40 anos, a importância de passar mais tempo em família é ainda mais evidente: 54% afirmaram que aproveitariam um dia extra de folga para ficar em casa. Já os jovens de 16 a 24 anos, 20% mencionaram que investiriam em cursos e capacitações profissionais. Por outro lado, a população mais velha, de 41 a 59 anos (24%) e acima de 60 anos (28%), priorizaria cuidar da saúde com mais tempo livre.
O cuidado com a saúde recebe destaque entre aqueles com menor renda, com 31% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo e 27% das mulheres indicando essa prioridade. Por outro lado, as atividades de lazer são mais desejadas por aqueles que recebem mais de 5 salários mínimos (26%), trabalhadores com carteira assinada (23%) e indivíduos com ensino superior completo (22%).
Entre os brasileiros que optariam por buscar uma renda extra, destacam-se os trabalhadores com CNPJ (24%), os homens em geral (20%) e aqueles que recebem acima de 2 salários mínimos (19%).
A pesquisa foi realizada com 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, abrangendo as 27 Unidades da Federação, no período de 30 de janeiro a 05 de fevereiro. A margem de erro total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

