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OMS dispensa restrições de viagem à Índia após casos de vírus Nipah

OMS dispensa restrições de viagem à Índia após casos de vírus Nipah

OMS dispensa restrições de viagem à Índia após casos de vírus Nipah

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta sexta-feira (30), que não aconselha restrições a viagens ou comércio com a Índia após a confirmação de casos do vírus Nipah. O órgão destaca que o risco de propagação do vírus é baixo, mesmo com a confirmação de dois casos no país.

A OMS classifica o vírus como prioritário devido à sua capacidade de desencadear uma epidemia. Não existe vacina para prevenir a infecção nem medicamentos para tratá-la. Não há registro da doença no Brasil ou em outros países da América Latina.

A maior preocupação com relação ao vírus está concentrada na Índia e em países vizinhos, que têm como hospedeiro principal um tipo de morcego. A Índia já colocou cerca de 110 pessoas em quarentena devido a um novo surto de Nipah. O isolamento foi implementado depois que dois profissionais de saúde foram tratados no início de janeiro após contraírem o vírus.

Vírus Nipah

A OMS classifica o Nipah como uma doença zoonótica, transmitida de animais como porcos e morcegos frugívoros para seres humanos. O vírus também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados e pelo contato com uma pessoa infectada.

Ao entrar no organismo humano, o vírus afeta o sistema respiratório e o sistema nervoso central. Os sintomas são semelhantes aos da gripe (febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga e tontura), além de dificuldades respiratórias e encefalite (inflamação do cérebro que resulta em sintomas como confusão, desorientação, sonolência e problemas neurológicos como convulsões).

OMS aponta baixo risco de propagação e dispensa restrições de viagem à Índia após casos de Nipah

Em casos mais graves, nos quais o vírus se desenvolve rapidamente, há risco de coma e morte. Sobreviventes de casos graves podem apresentar efeitos neurológicos a longo prazo.

O diagnóstico da infecção pode ser feito com base no histórico clínico durante a fase aguda e de recuperação da doença. Os principais testes utilizados incluem a reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por ensaio imunoenzimático (ELISA). Outros testes incluem o ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e o isolamento do vírus por cultura de células.

A taxa de mortalidade entre os infectados pelo vírus é alta, chegando a 70%, devido à ausência de um tratamento eficaz contra a infecção.