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OMS: Mais de 18,5 mil palestinos, sendo 4 mil crianças, precisam de atendimento médico urgente

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (12) que mais de 18.500 palestinos na Faixa de Gaza necessitam ser urgentemente transferidos para outros países para receber atendimento médico. Destes, cerca de 4 mil são crianças.

A informação foi divulgada em uma postagem de Ghebreyesus na rede social X. Ele indicou que a OMS apoiou a evacuação de 18 pacientes e 36 acompanhantes de Gaza para a Jordânia, na semana passada, para receberem tratamento médico para ferimentos, câncer e outras doenças graves.

Ainda segundo o diretor-geral, desde outubro de 2023, 10.700 pessoas foram transferidas da Faixa de Gaza para receber atendimento médico em mais de 30 países.

Ele também instou mais nações a permitirem a entrada de pacientes de Gaza e a retomarem as evacuações médicas para a Cisjordânia.

Atualmente, centenas de milhares de famílias palestinas deslocadas têm se abrigado em acampamentos improvisados ​​em Gaza, depois que suas casas foram destruídas na guerra genocida de Israel contra os palestinos no território.

Israel também tem se recusado a permitir o livre fluxo de suprimentos para abrigos na Faixa de Gaza, apesar dos alertas das Nações Unidas e de grupos humanitários de que os palestinos estão sofrendo em meio a uma série de tempestades de inverno mortais.

Os acampamentos foram inundados devido às fortes chuvas das últimas semanas, o que levou os palestinos a pedirem melhores tendas, cobertores e roupas quentes.

Entretanto, Israel tomou medidas para impedir que grupos internacionais de ajuda humanitária, incluindo a MSF e o Conselho Norueguês para Refugiados atuem na Faixa de Gaza.

Mesmo com o acordo de cessar-fogo, assinado em 10 de outubro do ano passado, a Faixa de Gaza segue cercada e sofrendo constantes ataques do exército de Israel.

Pelo menos 425 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que o cessar-fogo de outubro entrou em vigor, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) classifica os ataques israelenses contra palestinos deslocados como crime de guerra, que reflete o objetivo de Israel de tornar Gaza inabitável.

Com informações da teleSur.

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