ONU adia decisão sobre navegação no Ormuz após divergências entre países
Título: ONU adia decisão sobre passagem no Ormuz após divergências entre nações
Uma resolução acerca da segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz será avaliada pelo Conselho de Segurança da ONU na semana seguinte. A proposta foi submetida pelo Bahrein, que detém a presidência rotativa do órgão, em meio a discordâncias entre os países membros.
Os debates estão em curso na sede das Nações Unidas após o adiamento de reuniões programadas para os primeiros dias de abril. A China já manifestou sua oposição a qualquer medida que sugira o uso da força, o que coloca em risco a aprovação do texto.
Originalmente prevista para esta sexta-feira (03), com a possibilidade de continuação no sábado, a deliberação foi mais uma vez adiada e, até o momento, não há confirmação da nova data para a votação.
A proposta foi alvo de modificações durante as negociações. Partes consideradas mais restritivas foram removidas na tentativa de reduzir a resistência de países como Rússia e China, que se opunham à redação original.
Apesar de obstáculos formais, como a interrupção do mecanismo de aprovação por consenso, conhecido como procedimento de silêncio, por parte de três membros – China, França e Rússia, o texto avançou e foi formalmente preparado para votação.
Na versão final, o documento propõe a implementação de medidas defensivas para garantir a segurança da passagem comercial por, no mínimo, seis meses. Esse prazo pode ser prolongado ou revisado de acordo com futura decisão do próprio Conselho.
A movimentação diplomática ocorre em um contexto de aumento da tensão no Oriente Médio, exacerbado por ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro.
Desde então, o Estreito de Ormuz tem sido impactado, afetando diretamente a circulação de navios e o mercado global de energia. A instabilidade contribuiu para o aumento dos preços do petróleo e intensificou a pressão por uma resposta internacional coordenada.


