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Oposição pede que Edmundo González passe a liderar Venezuela após queda de Maduro

by admin

Edmundo González Urrutia, um dos principais nomes da oposição a Nicolás Maduro, declarou que está preparado para ‘reconstrução do país’ após o ataque dos EUA capitaneado por Donald Trump.

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“Estas são horas decisivas, saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução de nossa nação”, declarou, mencionando uma postagem da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, a ativista democrática María Corina Machado.

A postagem de Corina dize que ‘chegou a hora da liberdade’.

“Nicolás Maduro, a partir de hoje, enfrenta a justiça internacional pelos crimes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações. Diante de sua recusa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei. Chegou o momento de a Soberania Popular e a Soberania Nacional prevalecerem em nosso país. Vamos restabelecer a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa”, diz o documento compartilhado pela ativista.

“Lutamos por anos, entregamos tudo o que tínhamos, e valeu a pena. O que precisava acontecer está acontecendo. Esta é a hora dos cidadãos. Dos que arriscaram tudo pela democracia no dia 28 de julho. Dos que escolheram Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante em Chefe da Força Armada Nacional por todos os oficiais e soldados que a integram”, segue.

Quem é Edmundo González Urrutia, um dos principais opositores de Maduro

González é acadêmico e diplomata de longa data e, no momento, está exilado na Espanha. Ele se tornou uma das principais figuras da oposição ao governo após as eleições presidenciais de 2024 – em suas redes sociais, ele se declara ‘presidente eleito da Venezuela’.

Nascido em 1949, construiu a carreira fora das disputas eleitorais por boa parte da vida. Atuou na diplomacia venezuelana, com missões como embaixador em países da América do Sul e do Norte da África, além de trabalhos como analista e consultor em política internacional.

A projeção nacional veio em 2024, quando a Plataforma Unitária o indicou como candidato após outras lideranças serem impedidas de concorrer. A votação, realizada em julho, foi contestada. O Conselho Nacional Eleitoral declarou Nicolás Maduro vencedor, enquanto a oposição afirmou ter atas que apontariam outro resultado. A diferença de versões levou a manifestações de governos e organismos internacionais sobre o processo.

Depois da eleição, o cenário para González mudou. Ele passou a enfrentar medidas judiciais e acusações de autoridades venezuelanas, o que culminou em sua saída do país.

Em setembro daquele ano, deixou a Venezuela e recebeu asilo político na Espanha. Desde então, mantém o discurso de que venceu a eleição e busca reconhecimento fora do país, alegando que o resultado oficial não corresponde ao voto.

Durante 2025, seguiu ativo a partir do exterior. Participou de encontros com autoridades estrangeiras, deu entrevistas e tentou manter a articulação da oposição. Houve registros de questões de saúde, sem alteração relevante na presença pública. Apesar de declarações em que reivindicou o cargo e pediu apoio interno, não exerceu controle sobre o governo ou as instituições.

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