Petróleo sobe com ataques entre EUA e Irã
Petróleo sobe com confrontos entre EUA e Irã
O preço do petróleo registrou aumento significativo em julho, impulsionado pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, bem como pela diminuição do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, sem perspectivas de resolução.
O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 1,21% (US$ 1,05), chegando a US$ 87,93 por barril.
No mercado da New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro encerrou em alta de 1,29% (US$ 1,08), sendo negociado a US$ 84,67 por barril.
Na última semana, o WTI teve um aumento de 3,53%, enquanto o Brent para setembro subiu 2,29%. No mês de julho, o WTI cresceu 21,8% e o Brent teve uma elevação de 23,5%.
A alta do petróleo ocorreu após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmar ter interceptado dois navios-tanque no Estreito de Ormuz, com outros quatro alterando a rota após advertências não acatadas. Além disso, forças iranianas atacaram a Base Aérea Ahmad Al-Jaber, no Kuwait, em resposta a ofensivas dos EUA contra Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã logo não terá mais capacidade militar, perdendo a confiança em um acordo devido a “mentiras” iranianas.
O petróleo também foi impulsionado por relatos de que o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) discutiu a suspensão das operações de petróleo e navios-tanque por tempo indeterminado até garantias de segurança.
O analista Scott Shelton da TP ICAP destacou que a oferta de petróleo global é insuficiente, resultando em baixas taxas de utilização das refinarias devido à escassez de petróleo bruto.
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o governo dos EUA tomará medidas para controlar os preços do petróleo, se necessário, sem fornecer detalhes.
O mercado aguarda a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) no domingo, com expectativas de interrupção dos aumentos de produção de petróleo após setembro.
Por Darlan de Azevedo, com informações da Dow Jones Newswires
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