A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), apreendeu R$ 645 mil em espécie durante as buscas, além de 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões. Também foram recolhidos 39 aparelhos celulares, 31 computadores e 30 armas.
A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e familiares. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da gestora Reag.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso temporariamente para resguardar o sigilo da ação, mas foi solto em seguida. As medidas fazem parte do inquérito que apura suposta esquema de fraudes financeiras conectadas ao Banco Master. Os envolvidos negam irregularidades.
Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerias, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
A Reag foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em outubro de 2025, que investiga elo entre a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o setor de combustíveis e o mercado financeiro.
Por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, o material ficará sob a responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR). Anteriormente, o magistrado havia decidido que os itens fossem encaminhados ao STF e, só depois a PF, responsável pela investigação, teria acesso aos dados. A decisão foi reconsiderada após PF e PGR solicitarem a revisão.
Na prática, a PF ainda não poderá acessar os equipamentos colhidos na operação, mas deverão mantê-los carregados. A PGR, responsável por eventuais denúncias a partir das investigações, poderá analisar o material, antes da corporação policial.
Polícia Federal — Foto: Divulgação Polícia Federal
