PIB da Coreia do Sul cresce 1,7% no 1º trimestre, puxado por exportações de chips | Mundo
PIB da Coreia do Sul registra crescimento de 1,7% no 1º trimestre, impulsionado por exportações de chips
A economia sul-coreana voltou a crescer no início deste ano, impulsionada pelas robustas exportações de produtos tecnológicos, como semicondutores.
Uma estimativa inicial do Banco da Coreia, divulgada na quinta-feira, indicou um avanço de 1,7% no Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, após uma contração de 0,2% no último trimestre de 2025. Esse crescimento foi o mais significativo desde o terceiro trimestre de 2020, quando a economia começava a se recuperar da pandemia de covid-19.
Os resultados superaram a estimativa média de crescimento de 1,0% feita por 18 economistas consultados pela agência de notícias Reuters. Eles destacaram as sólidas vendas de semicondutores e a melhoria da demanda interna como fatores que impulsionaram a esperada retomada do crescimento.
As exportações cresceram 5,1%, enquanto os investimentos em instalações aumentaram 4,8%. Além disso, o investimento em construção também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 2,8% após uma queda de 3,9% no trimestre anterior.
O relatório divulgado na quinta-feira foi a primeira avaliação do crescimento econômico da Coreia do Sul desde o início do conflito entre os EUA, Israel, Irã e Líbano, que causou preocupação no país, uma potência industrial que depende do Oriente Médio para cerca de 70% de suas importações de petróleo.
Os preços mais altos da energia, decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, “aumentaram as preocupações sobre a possibilidade de esses custos maiores se refletirem de forma mais ampla, elevando as expectativas de inflação e influenciando as negociações salariais”, conforme mencionado pela Oxford Economics em um comunicado divulgado na segunda-feira.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, autoridades sul-coreanas têm buscado fontes alternativas de petróleo bruto. Na semana passada, o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, anunciou que o país havia garantido o carregamento de 273 milhões de barris de petróleo após sua visita ao Cazaquistão, Omã, Arábia Saudita e Catar.
Durante a visita, a Coreia do Sul também assegurou o fornecimento de 2,1 milhões de toneladas métricas de nafta, um componente essencial na produção de semicondutores, cujo abastecimento foi afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Atualmente, a incerteza em relação às cadeias de suprimentos parece ter impulsionado as exportações sul-coreanas, especialmente de semicondutores. Dados alfandegários sul-coreanos divulgados na terça-feira mostraram que as exportações atingiram US$ 50,4 bilhões nos primeiros 20 dias de abril, um aumento de 49,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. As remessas de chips aumentaram 182,5% em relação ao ano anterior.
Com o intuito de sustentar a economia interna e proteger as famílias vulneráveis dos impactos do conflito, o governo do presidente de esquerda, Lee Jae-myung, aprovou, no início deste mês, um orçamento suplementar de 26,2 trilhões de won (US$ 17,7 bilhões). Os recursos incluem vouchers para consumidores no valor entre 100 mil e 600 mil won, concedidos aos 70% da população com menor renda, além do suporte a tetos de preços de combustíveis estabelecidos pelo Estado.


