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Prefeitura de Codó contrata auditoria, mas no endereço informado funciona outra empresa

Prefeitura de Codó contrata auditoria, mas no endereço informado funciona outra empresa

Prefeitura de Codó contrata auditoria, mas no endereço informado funciona outra empresa

A Prefeitura de Codó autorizou a contratação direta de uma empresa para prestar serviços especializados de auditoria, análise e revisão de procedimentos licitatórios — uma atividade estratégica, sensível e que exige elevado grau de especialização técnica. O contrato, firmado sem concorrência pública, tem valor de R$ 50 mil e vigência de apenas três meses.

Até aqui, nada foge do rito administrativo. O problema começa quando se tenta localizar, na prática, a empresa escolhida para executar um serviço que envolve justamente a fiscalização de licitações.

Uma checagem simples do endereço informado oficialmente pela empresa revela um dado inquietante: no local indicado como sede, não há qualquer sinal de funcionamento da empresa contratada. Não existe placa, identificação visual, fachada institucional ou qualquer elemento que indique que ali opere a empresa responsável por auditar procedimentos da administração pública.

O imóvel abriga, de forma clara e ostensiva, outra empresa, devidamente identificada por placa fixa, com nome empresarial distinto, CNPJ próprio e atividade ligada à consultoria em licitações. Ou seja, onde deveria funcionar a empresa contratada pela Prefeitura de Codó, funciona outra.

A situação ganha contornos ainda mais delicados quando se observa que a contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, modalidade reservada a casos excepcionais, nos quais a competição é considerada inviável e a notória especialização da empresa precisa ser demonstrada de forma inequívoca.

Nesse tipo de contratação, a gestão do prefeito Chiquinho Oliveira (PT) tem o dever reforçado de comprovar que a empresa escolhida possui estrutura técnica, capacidade operacional e existência real compatíveis com o serviço contratado. Quando o endereço oficial não corresponde à realidade observada, o contrato é cancelado.

A reportagem apurou que não houve diligência prévia da Prefeitura para verificar a existência física da empresa, sua estrutura operacional ou se o endereço informado corresponde a um espaço efetivamente utilizado para a prestação dos serviços contratados, ainda mais que se trata de dinheiro público e de fiscalização de atos administrativos.

A prefeitura de Codó foi procurada para esclarecer o conteúdo da denúncia, mas até o fechamento desta matéria não houve manifestação formal.

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