Prejuízo da CSN recua no 1º trimestre | Empresas
A Companhia Siderúrgica Nacional apresentou um prejuízo líquido de R$ 555 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 24,2% no ano, refletindo, principalmente, o impacto do imposto de renda diferido constituído na controladora em razão do aumento do prejuízo fiscal.
A linha de imposto de renda e contribuição social representou ganhos de R$ 457,5 milhões no trimestre para a CSN, quase o dobro dos ganhos tributários de R$ 231,1 milhões apresentados há um ano.
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Entre janeiro e março, a companhia registrou receitas de R$ 10,6 bilhões, queda de 2,8% ano a ano. De acordo com a CSN, esse resultado reflete a sazonalidade da operação, com uma precipitação maior de chuvas no período, além do impacto da variação cambial na receita da mineração e a piora no mix de produtos vendidos na siderurgia.
Além dos ganhos tributários, o resultado final da CSN foi beneficiado por uma redução nos custos e melhora do resultado financeiro .
No trimestre, o custo dos produtos vendidos totalizou R$ 8,08 bilhões, redução de 3,5% ano contra ano. Além disso, o resultado financeiro melhorou em 29,4% na comparação anual, ficando negativo em R$ 1,31 bilhão, como consequência do menor impacto da variação cambial nas aplicações no exterior.
O resultado antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 2,64 bilhões, alta de 5,5% em um ano.
Ao final de março, a dívida líquida da CSN era de R$ 40,5 bilhões, com o indicador de alavancagem — medido pela relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses — alcançando 3,36 vezes.
— Foto: Divulgação/CSN


