Programa para segurar preço do diesel tem 5 empresas habilitadas pela ANP
Por Alex Rodrigues – Agência Brasil
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) certificou cinco empresas para a primeira etapa do programa de auxílio econômico à comercialização de diesel, proposto pelo governo federal.
Conforme a agência reguladora responsável por estabelecer as normas e fiscalizar o funcionamento do setor, as inscrições da estatal Petrobras e das empresas Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora de Combustíveis, Refinaria de Mataripe e Sul Plata Trading não apresentaram pendências.
A Petrobras, porém, se declarou tanto como produtora quanto como importadora, sendo a decisão sobre a validade de ambas as habilitações ou a necessidade de uma classificação adequada será tomada pela diretoria da ANP.
O prazo para adesão das empresas à primeira etapa do programa se encerrou em 31 de março, sem que algumas das principais distribuidoras de combustíveis do país, como Ipiranga, Raizen e Vibra, manifestassem interesse em participar.
De acordo com comunicado da ANP, outras empresas, não especificadas, já entregaram a documentação necessária para a segunda fase de certificações, cujo prazo de inscrição vai até 30 de abril.
A ação do governo federal visa conter o aumento no preço do diesel e o impacto inflacionário da elevação dos custos dos combustíveis no cenário internacional, decorrente de conflitos no Oriente Médio.
Dentre as medidas já divulgadas estão o auxílio econômico à comercialização de diesel rodoviário por produtores, importadores e distribuidores em todo o território nacional.
A proposta inicial também incluía a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de combustível para os estados que aderissem à iniciativa, porém essa parte não avançou.
Devido à resistência de alguns governadores, a equipe econômica sugeriu um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, a ser dividido entre União e estados, com R$ 0,60 por litro para cada ente.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, até quinta-feira (2), apenas Rio de Janeiro e Rondônia demonstraram intenção de não participar da proposta. Alckmin afirmou que as outras 25 unidades federativas já aderiram ao auxílio, enquanto duas ou três ainda estão avaliando a proposta.


