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Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

Boulos quer promover o controle social dos preçosFoto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 4788/25, de autoria do deputado licenciado Guilherme Boulos (Psol-SP), determina que postos de combustíveis devem detalhar na nota fiscal a composição completa do preço final da gasolina, do etanol, do diesel e do gás de cozinha (GLP). A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto proposto modifica a lei atual que já exige a indicação da carga tributária nos documentos fiscais (Lei 12.741/12), visando ampliar o nível de detalhamento exigido especificamente para o setor de combustíveis.

Informações

Conforme o projeto, a nota fiscal deve apresentar cinco componentes do preço:

  • o valor de aquisição do produtor ou importador (custo inicial);
  • o valor do biocombustível adicionado (etanol anidro ou biodiesel), quando aplicável;
  • os impostos federais (CIDE, PIS/Pasep e Cofins);
  • o imposto estadual (ICMS); e
  • a margem bruta de comercialização, incluindo os custos e lucros dos setores de distribuição e revenda.

Essas informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização na nota fiscal. Produtores, importadores e distribuidores também devem fornecer, em seus próprios documentos fiscais, os dados relativos às etapas que lhes competem, assegurando a rastreabilidade da informação ao longo de toda a cadeia.

Boulos argumentou que, apesar do progresso representado pela lei, “a composição do preço final, para a maioria dos cidadãos, ainda é desconhecida, o que limita o controle social e a prática da livre concorrência”.

A participação da margem de distribuição e revenda no preço da gasolina aumentou de 16,1%, em abril de 2024, para 20% em julho de 2025, segundo dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) mencionados por Boulos.

“Ao detalhar essas informações na nota fiscal, este projeto capacita o consumidor a ser um fiscal mais consciente, capaz de entender as variações de preços e exigir maior eficiência e equidade em toda a cadeia produtiva”, declarou Boulos.

Próximos passos

A proposta segue para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por ter a urgência aprovada, poderá ser analisada diretamente pelo Plenário.

Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.

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