PVC critica John Textor no Botafogo: ‘Time está jogando mal porque o ambiente está destruído’
A eliminação do Botafogo na Libertadores está diretamente relacionada à gestão de John Textor, conforme argumentou o comentarista Paulo Vinicius Coelho, do “UOL”. Para ele, os problemas extracampo têm impacto direto no desempenho da equipe em campo.
– Se considerarmos que em 30 de novembro de 2024, ou seja, há menos de um ano e meio, o Botafogo conquistou o que Textor chama de maior título de sua história. O que, olhando de 2026, é verdade. Mas se voltarmos a 1957, não era bem assim, concorda? Ou seja, o Botafogo de tempos como os de Garrincha conquistou títulos de grande relevância porque a realidade do clube era outra. O cenário do futebol brasileiro era diferente. No entanto, esse Botafogo do final de novembro viu tudo desmoronar porque o que Textor construiu desmoronou. E o grande problema não é disputar a Copa Sul-Americana em vez da Libertadores. O problema está em Textor. O Botafogo pode até vencer a Copa Sul-Americana. O verdadeiro dilema é que a equipe está jogando mal devido ao ambiente destruído, à relação de trabalho prejudicada – opinou PVC.
– Financeiramente, o Botafogo perde uma premiação de 4,8 milhões por disputar a Copa Sul-Americana. No entanto, esse não é o cerne da questão. O problema reside no fato de que Textor foi afastado da Eagle pela Ares, a quem ele deve 500 milhões de dólares. Ele permanece como presidente da Eagle por decisões liminares da justiça brasileira. Agora, o caso será levado a um tribunal de arbitragem. A SAF do Botafogo solicita a manutenção da situação atual enquanto o processo de arbitragem se desenrola. Esse processo pode se arrastar por anos, mas Textor precisa resolver seus problemas com a Ares, assim como com Luma e Hutton, que recentemente injetaram 150 milhões de reais, gerando mais uma dívida com altos juros. E quem corre o risco de arcar com isso é o Botafogo. Portanto, o principal problema do Botafogo atualmente é como John Textor sairá do jogo de pôquer em que se envolveu – acrescentou.
A comentarista Fabíola Andrade também criticou John Textor.
– Primeiramente, acredito que Textor tem uma habilidade extremamente deficiente para lidar com o futebol brasileiro, algo que sempre demonstrou, apesar de ter sido vitorioso em 2024. Ele concedeu uma entrevista antes da partida afirmando que as peças estavam corretas e que a equipe não deveria ser medíocre, que o Botafogo deve ser grande e conquistará muitos títulos em 2026. Isso mostra uma total desconexão com a realidade da equipe que ele possui, ou melhor, que ele desmontou e não reconstruiu. Portanto, vejo em Textor um problema crucial dentro do sistema do futebol, do Botafogo. Ele não transmite segurança para Anselmi, nem para os atletas, e, pelo contrário, cria um clima tenso antes de cada partida – afirmou Fabíola Andrade.


