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Receitas da Rússia provenientes das exportações militares ultrapassam os 15 mil milhões de dólares

Receitas da Rússia provenientes das exportações militares ultrapassam os 15 mil milhões de dólares

Receitas da Rússia provenientes das exportações militares ultrapassam os 15 mil milhões de dólares

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou durante uma reunião da Comissão de Cooperação Técnico-Militar com os Estados Estrangeiros que “os produtos militares russos foram exportados para mais de 30 países no ano anterior, resultando em receitas superiores a 15 bilhões de dólares”.

Mesmo diante das pressões crescentes dos países ocidentais sobre os parceiros russos, os contratos de exportação foram, em geral, cumpridos de forma consistente, afirmou Putin.

Ele mencionou que “uma sólida carteira de novas encomendas de exportação” foi “construída ao longo do ano anterior” e que o volume das exportações militares em 2026 “deverá aumentar consideravelmente”.

A Rússia está ampliando a cooperação técnico-militar com 14 Estados, conforme informado pelo presidente russo, que destacou que “novas oportunidades estão surgindo para aprofundar a cooperação técnico-militar com os países africanos”.

SIPRI: Receitas russas provenientes da venda de armas estão em ascensão

Para efeito de comparação, há cinco anos, em 2020, a Rússia exportou armas e equipamentos militares no valor de aproximadamente 13 bilhões de dólares para clientes estrangeiros. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa de Estocolmo para a Paz (SIPRI), o país ocupava a segunda posição como maior exportador de armas do mundo (atrás dos Estados Unidos). A Índia, China, Egito e Argélia foram citados como os principais parceiros.

No final do ano passado, analistas do instituto afirmaram que as receitas russas provenientes da venda de armas estavam aumentando, apesar das sanções e da escassez de mão de obra qualificada.

“A indústria de armas russa, contra todas as expectativas, demonstrou resiliência durante o conflito na Ucrânia”, declarou Diego Lopez da Silva, pesquisador sênior do Programa de Armas e Despesas Militares do SIPRI.

De acordo com o SIPRI, duas empresas russas de armamentos figuram entre as 100 maiores do mundo, sendo a Rostec e a United Shipbuilding Corporation, que aumentaram suas receitas combinadas em armamentos em 23%, mesmo diante das sanções internacionais que resultaram em escassez de componentes.

A Rússia mantém-se como um dos três principais exportadores de armas do mundo, conforme dados de 2020-2024, porém perdeu a segunda posição para a França.

UE reforçará sanções contra o complexo militar-industrial russo

Restrições impostas a empresas e bens necessários à produção de armas pela Rússia podem fazer parte de um novo pacote de sanções anti-russas da União Europeia, conforme reportagem da agência Bloomberg citando fontes.

Segundo a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, o trabalho em torno das sanções está em andamento, mas o pacote de medidas restritivas ainda não foi finalizado.

Anteriormente, o representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da França, Pascal Confavre, indicou que as restrições afetariam as empresas ligadas ao complexo militar-industrial russo.

A União Europeia planeja adotar um novo pacote de sanções contra a Rússia em 24 de fevereiro, data que marca o quarto aniversário da invasão total da Ucrânia pela Rússia.

Em outubro passado, a UE impôs medidas restritivas a empresários e empresas vinculadas ao complexo militar-industrial russo, bem como a operadores dos Emirados Árabes Unidos e da China que fornecem bens militares e de dupla utilização para a Rússia, no âmbito do 19º pacote de sanções.

“As sanções impõem custos diretos à Federação Russa devido à sua guerra agressiva, limitam a capacidade industrial e econômica do Kremlin para produzir mais armas e reparar os sistemas de armas existentes, e privam o exército russo e seus fornecedores dos bens e equipamentos necessários para uma guerra em território ucraniano soberano”, destacou a Comissão Europeia.

No início desta semana, entrou em vigor um regulamento atualizado da UE que coloca a Rússia na lista de países de alto risco devido à deficiência nas medidas de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

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