Relatório dos EUA propõe tarifaço de 25% sobre o Brasil – Meio
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização suspeita de irregularidades na execução de um contrato de R$ 108 milhões anuais firmado com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet gratuita na cidade. O instituto pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo as investigações, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em regiões periféricas até junho de 2025. Até o momento, porém, apenas cerca de 3,2 mil pontos teriam sido entregues. A execução do serviço foi prorrogada por meio de ao menos três aditivos contratuais. (g1)
A investigação alega haver “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” envolvendo Karina Ferreira da Gama e apura se recursos públicos repassados pela prefeitura de São Paulo ao ICB foram desviados para financiar a produção de Dark Horse. Segundo o documento, a suspeita é de que valores públicos tenham sido desviados por meio de empresas subcontratadas pelo instituto e de outras organizações administradas por Karina. (Globo)
A trajetória empresarial de Karina ganhou impulso nos últimos anos e coincide com sua aproximação do deputado federal Mario Frias (PL-SP). A empresária de 47 anos comanda atualmente ao menos seis empresas. Seus negócios se expandiram para além do setor cultural e da capital paulista. Neste ano, Karina criou a holding Gama Participações Ltda., em Aracaju, e tornou-se sócia da Upcon Serviços Especializados Ltda., empresa do setor da construção civil sediada em Salvador. Karina conheceu Frias em 2020, quando o ex-ator assumiu a Secretaria Especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro. (Folha)
O ICB de Karina Gama também utilizou recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada por Frias para contratar o advogado pessoal do parlamentar e adquirir material didático de um projeto educacional em Pirassununga (SP) que, segundo responsáveis locais, não teria sido entregue aos beneficiários. (Estadão)
Depois de um dia para lá de turbulento, Karina Gama recebeu o apoio do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Em entrevista a jornalistas, Nunes afirmou considerar Karina uma pessoa “decente” e “trabalhadora” e levantou a hipótese de que a investigação possa estar relacionada à proximidade da empresária com o ex-presidente Jair Bolsonaro. (g1)
Na prefeitura paulistana, a operação contra Karina foi tratada internamente como “fogo amigo”, com críticas nos bastidores à atuação da Polícia Civil, subordinada ao governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). A ação policial não teria passado pela cúpula da Secretaria de Segurança. (Globo)
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou esperar que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o ICB não esteja sendo utilizada com objetivos eleitorais. Flávio disse que, pelas informações que recebeu, o contrato investigado pela polícia teria sido integralmente executado e não guardaria relação com a produção do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Metrópoles)


