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Rússia sinaliza retirada de tropas de Donbass, no leste ucraniano, para instalar Guarda Nacional

Rússia sinaliza retirada de tropas de Donbass, no leste ucraniano, para instalar Guarda Nacional

Rússia sinaliza retirada de tropas de Donbass, no leste ucraniano, para instalar Guarda Nacional

O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, admitiu nesta sexta-feira (12) a possibilidade de criação de uma “zona desmilitarizada” na região de Donbass, no leste ucraniano, onde não haveria tropas russas nem ucranianas, mas Moscou poderia enviar a “Rosgvardia” (Guarda Nacional russa) e forças policiais para estes territórios.

Na última quinta-feira (11), foi publicado na imprensa que autoridades ucranianas “chegaram a um acordo sobre a questão territorial” e estariam preparadas para retirar suas tropas de Donbass “se as tropas russas não entrarem nesses territórios”. De acordo com a publicação, Kiev teria sinalizado que “concorda ou até mesmo deseja que esses territórios sejam controlados por forças internacionais de paz”.

Ao comentar estas reportagens relatando a suposta posição do lado ucraniano em entrevista à agência Kommersant, o assessor presidencial russo afirmou que “é perfeitamente possível que não haja tropas lá, nem russas nem ucranianas”. “Sim, mas haverá a Guarda Nacional russa, nossa polícia, tudo o que for necessário para manter a ordem e organizar a vida”, completou Yuri Ushakov.

Ao mesmo tempo, o assessor de Vladimir Putin enfatizou que a Rússia considera Donbass como parte de seu território e que não fará concessões nesse sentido. “Se não por meio de negociações, então pela força militar, este território ficará sob o controle total da Federação Russa. Todo o resto dependerá disso. Ou seja, um cessar-fogo só poderá ocorrer após a retirada das tropas ucranianas”, destacou.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Serhiy Kyslytsya, por sua vez, ao comentar as declarações de Ushakov, rechaçou a posição do Kremlin, dizendo que “a palavra ‘absurdo’ talvez não seja forte o suficiente para descrever a declaração sobre uma zona desmilitarizada com a Guarda Nacional russa e a polícia”.

Ele acrescentou ainda que a declaração de Ushakov poderia ser vista como uma rejeição das propostas estadunidenses para a resolução do conflito na Ucrânia.

A retirada das tropas ucranianas do território que controlam em Donbass era um dos pontos-chave do plano de paz elaborado pela a administração de Donald Trump, mas a Ucrânia inicialmente rejeitou esta proposição.

Já na última quinta-feira (11), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, declarou que está sendo discutido um acordo segundo o qual as tropas ucranianas se retirariam de parte de Donbass, enquanto as tropas russas permaneceriam na região. Zelensky enfatizou que muitas questões ainda precisam ser resolvidas, incluindo o controle dessa zona.

Zelensky diz que pode realizar referendo sobre controle de Donbass

O presidente ucraniano também acenou para a possibilidade de realizar um referendo no país sobre o controle de Donbass, enfatizando que o povo ucraniano deve decidir o destino da região.

De acordo com ele, os EUA vêm propondo a criação de uma “zona econômica livre” desmilitarizada nestes territórios em disputa, mas “eles não sabem quem governará esse território”. Enquanto isso, no dia anterior, o jornal britânico The Telegraph noticiou que Kiev poderia ceder Donbas em troca de “concessões mútuas” da Rússia.

“Acredito que o povo ucraniano responderá a essa pergunta. Seja por meio de eleições ou de um referendo, deve haver uma posição do povo ucraniano”, afirmou o presidente ucraniano.

Zelensky também confirmou que Kiev enviou uma versão atualizada do plano de paz a Washington, mas que ainda não é a versão final. “O plano está sendo constantemente revisado e ajustado”, completou.

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