“Eu pensei que fosse uma coisa, assim, inútil. Era tomar um remedinho hoje, aí passava, ficava boa, pronto. Eu não pensei que eu fosse ter que tomar o remédio pra sempre.”
O relato é de uma mulher que vive com HIV há quase duas décadas e pediu para não ser identificada. Hoje, aos 72 anos, ela fala com serenidade sobre um diagnóstico que chegou em meio à dor, ao medo e à desinformação.
Na época, morava sozinha e começou a sentir um cansaço intenso, feridas pelo corpo e uma fraqueza que a impedia de trabalhar. Chegou a ser internada com pneumonia e recebeu, inicialmente, o diagnóstico de tuberculose. Foram meses de adoecimento progressivo até que o teste para HIV confirmou o que ela jamais havia imaginado.
“Eu cheguei a pesar 35 quilos. Eu estava na reta final”, relembra.
Os médicos estimaram que ela já convivia com o vírus há cerca de oito anos sem saber. Oito anos em que o HIV avançou silencioso, comprometendo a imunidade, deixando o corpo vulnerável. Quando descobriu, já tinha evoluído para Aids — quando a imunidade já está tão comprometida que o corpo fica vulnerável a infecções que uma pessoa saudável controlaria sem dificuldade.
HIV e Aids não são a mesma coisa, embora muita gente confunda. HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana. Aids é a síndrome que pode se desenvolver quando o vírus não é tratado e a imunidade cai. Mas uma coisa não leva automaticamente à outra.
“Um diagnóstico precoce permite o início do tratamento sem que a pessoa evolua para a Aids, sem que ela evolua para o estágio da doença em que a imunidade está muito baixa, em que tem infecções oportunistas”, explica o médico infectologista Bernardo Wittlin, do Hospital Universitário Presidente Dutra (Ebserh/UFMA). “Se a pessoa estiver já com a doença avançada, ela tem maiores riscos, mesmo após o início do tratamento.”
O caso da senhora de 72 anos não é isolado. O Maranhão tem uma das maiores taxas de diagnóstico tardio do Nordeste, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2024, 7,5% das pessoas em acompanhamento no estado tinham imunidade gravemente comprometida, sinal de que descobriram o vírus tarde demais. Muita gente só descobre quando o corpo já deu sinais de que não aguenta mais.
Os números da epidemia no estado são altos. São 27.218 pessoas vivendo com HIV e Aids no Maranhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. São Luís ocupa a terceira posição entre as capitais brasileiras no índice composto de HIV e Aids do Ministério da Saúde, atrás apenas de Porto Alegre e Belém. O índice, calculado a partir de dados de 2020 a 2024, combina taxas de detecção, mortalidade, transmissão vertical e diagnóstico tardio. A capital maranhense é a 7ª em detecção de HIV, com 42,3 casos por 100 mil habitantes em 2024, mais que o dobro da média nacional de 18,4, e a 5ª em detecção de Aids.
É também a 5ª capital com maior taxa de Aids em crianças menores de 5 anos, com 4,9 por 100 mil em 2024, sinal de falhas na prevenção durante a gestação. Por outro lado, a taxa de mortalidade de 7,3 por 100 mil coloca São Luís na 13ª posição entre as capitais, bem abaixo de Porto Alegre, que lidera com 22,7, e de Belém, com 16,4. O contraste sugere que parte das pessoas diagnosticadas está conseguindo acessar e manter o tratamento.
O Nordeste concentra 25,1% dos novos casos de infecção pelo HIV registrados no Brasil em 2024, ficando atrás apenas da Região Sudeste. O Maranhão é o quarto estado da região em número de casos, atrás de Bahia, Pernambuco e Ceará.
Outro dado que chama atenção é o perfil de quem está se infectando. O estudo “Tendências temporais e perfil epidemiológico do HIV/Aids no Maranhão”, publicado na Revista de Epidemiologia e Saúde Pública em 2025, analisou mais de 12 mil casos notificados no estado entre 2014 e 2023. A transmissão heterossexual responde por 33% dos casos com categoria de exposição informada. A transmissão entre homens que fazem sexo com homens representa 9,7%. O perfil é diferente da média nacional, onde a via entre homens ainda predomina.
O recorte racial também chama atenção. No Brasil, 59,7% dos novos casos de HIV em 2024 ocorreram entre pessoas negras. Entre as mulheres, o percentual é ainda maior, 62,5%. A desigualdade estrutural impacta o risco de infecção, o acesso aos serviços e a continuidade do cuidado.
O vírus não escolhe orientação sexual, estado civil ou faixa etária. Circula em todos os grupos. Mas essa informação ainda não chegou a muita gente.
“Nós temos um quantitativo de mulheres acima de 40 anos que os relatos são assombrosos. De que forma adquiriram? Através dos seus maridos que foram para uma vida noturna e a prática sexual desprotegida leva a uma contaminação. Muitas vezes ela só sabe depois do óbito do companheiro”, relata Paulo Ribeiro, diretor da Casa Acolher, ONG (organização não governamental) no bairro da Jordoa, em São Luís, que recebe pessoas vivendo com HIV de todo o estado.
Os números confirmam a percepção de Paulo. Entre 2014 e 2024, cresceu no Brasil a proporção de diagnósticos entre mulheres com 50 anos ou mais. A participação dessa faixa etária entre os novos casos femininos passou de 10,9% para 17%, evidenciando o envelhecimento da epidemia e a persistência do diagnóstico tardio.
Paulo Ribeiro, responsável pela Casa Acolher, organização que atua no acolhimento e no cuidado de pessoas que vivem com HIV no Maranhão, com foco na escuta, no apoio e no enfrentamento ao estigma. Camila Rodrigues/Atual7
A principal via de transmissão do HIV é a sexual. Também pode passar da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação, embora o tratamento adequado reduza esse risco a praticamente zero. Outras formas, como transfusão sanguínea ou acidentes com material biológico, hoje são raras devido aos protocolos de segurança. Já o contato social não oferece risco.
“Não passa pelo beijo, pelo abraço, por toalha, por escova de dente, por lençol. É sempre bom enfatizar isso para desmistificar boa parte das crenças erradas que se tem em relação à transmissão do HIV.”
Bernardo Wittlin | médico infectologista
A senhora de 72 anos até hoje não sabe exatamente como contraiu. Morava sozinha, trabalhava em restaurante, levava vida comum. Nunca passou pela cabeça dela que pudesse acontecer. “Eu nunca imaginava. De jeito nenhum”, diz.
A realidade de quem recebe o diagnóstico de HIV hoje, porém, é diferente da que existia nos anos 1980 e 1990. Naquela época, a infecção era praticamente uma sentença de morte. Os medicamentos disponíveis eram poucos, tóxicos, cheios de efeitos colaterais. Hoje o cenário mudou. O Brasil tem um dos programas de tratamento de HIV mais reconhecidos do mundo, oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
“Muitos pacientes hoje controlados podem fazer uso de um único comprimido que é capaz de controlar plenamente a carga de vírus”, observa Wittlin. Um comprimido por dia, todos os dias, pelo resto da vida. Mas um comprimido que permite viver normalmente.
Quando a quantidade de vírus no sangue fica tão baixa que os exames não detectam, a pessoa não transmite mais por via sexual. É o que os especialistas chamam de Indetectável = Intransmissível (I=I). “O risco de transmissão é zero”, afirma o especialista.
“Uma pessoa que faz seu tratamento de maneira correta, toma sua medicação e que tem a carga de vírus no sangue indetectável, ela não transmite mais o HIV pela via sexual. É um conceito muito importante de ser difundido, porque ajuda a reduzir o estigma e o preconceito”, explica. “As pessoas que vivem com HIV podem ter uma vida sexual como outras pessoas. Isso é de certa forma libertador e ajuda também a recuperar a autoestima.”
O mesmo vale para gestantes. Mães que fazem o tratamento corretamente durante a gravidez têm risco praticamente zero de passar o vírus para o bebê. O Brasil alcançou em 2024 a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. Em São Luís, no entanto, esse cuidado ainda não alcança todas as mulheres. Embora a capital apareça na 18ª posição entre as capitais em taxa de gestantes com HIV, com 4,3 por mil nascidos vivos, é a 5ª em detecção de Aids em crianças menores de 5 anos, o que indica que nem todas estão sendo diagnosticadas e tratadas a tempo de evitar a transmissão para o bebê.
O tratamento funciona. Mas algo está falhando no Maranhão. A taxa de supressão viral — percentual de pessoas em tratamento que conseguem manter o vírus controlado — caiu de 89,2% em 2020 para 82,2% em 2024. Em quatro anos, o estado andou para trás no principal indicador de sucesso do tratamento. O dado preocupa porque significa que mais gente está com o vírus descontrolado, mais gente pode adoecer, mais gente pode transmitir.
Parte do problema é o abandono. Dados do Ministério da Saúde mostram que 21% das pessoas em acompanhamento no Maranhão interromperam o tratamento. São mais de 5 mil pessoas. Mulheres abandonam mais que homens. A taxa entre elas é de 22,6%, contra 19,7% entre eles.
Outra parte do problema é a falta de monitoramento. Em 2024, 43% das pessoas em acompanhamento no Maranhão não tinham registro de exame de carga viral. Quase metade. Sem exame, não tem como saber se o tratamento está funcionando.
A reportagem solicitou à Secretaria de Estado da Saúde informações sobre a rede de testagem e tratamento no estado, incluindo número de pontos de atendimento, pessoas em uso de PrEP, tempo entre diagnóstico e início do tratamento e acesso no interior. A SES não respondeu até o fechamento desta edição.
Paulo Ribeiro vê as consequências disso no dia a dia da Casa Acolher. “Nós temos um número grandioso de abandono por conta da distância, do descaso no atendimento e da falta de apoio das prefeituras para o deslocamento dessas pessoas”, afirma. Gente que vem de municípios a 800 quilômetros de São Luís, enfrenta mau atendimento e desiste. A dimensão do problema no estado aparece nos dados do Ministério da Saúde. Além de São Luís, outras duas cidades maranhenses figuram entre os 25 municípios brasileiros com pior situação de HIV e Aids, Imperatriz em 12º e Bacabal em 22º, no ranking de municípios com mais de 100 mil habitantes.
A situação é ainda mais delicada para pessoas em situação de rua, que enfrentam obstáculos básicos para manter a medicação, a alimentação adequada e uma rotina mínima de cuidados.
Apesar das críticas, Paulo ressalta a importância do Sistema Único de Saúde. O SUS é responsável por garantir o acesso ao tratamento antirretroviral, considerado entre os melhores do mundo. “O HIV não tem cor, não tem raça, não tem condição financeira. Na hora de pegar o remédio, todos estão no mesmo lugar”, destaca.
A senhora de 72 anos quase abandonou o tratamento. Depois do diagnóstico, não queria mais viver. Não gostava de ir ao hospital, chorava toda vez, foi se isolando. “Eu não queria viver. Eu não gostava de ir ao hospital, eu chorava muito”, conta. Teve época em que sumiu, parou de aparecer nos serviços de saúde. Chegou a dizer que não queria mais fazer tratamento.
Foi quando conheceu Paulo Ribeiro e a Casa Acolher. “Quando eu conheci, parece que se abriu o céu pra mim. Ele me acolheu com todo o amor, todo o carinho. Abraça mesmo, não tem preconceito com ninguém”, recorda.
A ONG oferece café da manhã, almoço, apoio psicológico, nutricional, jurídico e social para pessoas de todo o estado, além de cursos de geração de renda. “Há um monte de vidas que ainda estão à mercê de uma sociedade que julga e coloca as pessoas numa bolha social. A Casa tem esse papel de ser libertação para quem ainda vive escondido”, descreve Paulo.
Hoje a senhora é voluntária. Quando alguém chega assustado com o diagnóstico, ela senta para conversar. “É uma família que eu tenho”, define.
A Casa Acolher realiza iniciativas solidárias e atividades de geração de renda em parceria com parte da rede de apoio a pessoas que vivem com HIV no Maranhão (Camila Rodrigues/Atual7)
Se a história dela mostra como o HIV ainda pode chegar de forma silenciosa e devastadora, o relato de Thiago Ferrer, 32 anos, ator e ativista (@thgoferrer), traz o outro lado. Ele descobriu o vírus aos 23 anos, teve acesso à informação e ao tratamento pelo SUS, mas ainda assim enfrentou o estigma.
O ex-namorado tinha recebido resultado positivo e avisou. Thiago foi atrás do seu. “Eu já tinha consciência de que provavelmente daria positivo também. Foi um choque muito grande. A gente nunca imagina que vai acontecer com a gente”, lembra.
O acolhimento que ele recebeu no CTA Lira, centro de testagem em São Luís, fez diferença. Enfermeiras, psicóloga, assistente social explicaram o que vinha pela frente. “Eu aproveitei aquele momento e perguntei tudo o que eu tinha para perguntar. Queria saber o que eu precisava fazer para recuperar minha saúde”, conta.
Ele quis saber onde precisava chegar. A resposta foi clara: no indetectável. Thiago tomou a medicação, mudou hábitos, parou de fumar, passou a se alimentar melhor. Em três meses, a carga viral já não era detectada nos exames. “Eu fiquei louco para ficar indetectável. Indetectável é o mesmo que intransmissível. Uma pessoa que vive com HIV e faz tratamento não oferece risco a ninguém”, reforça.
Thiago Ferrer descobriu o HIV aos 23 e hoje usa as redes sociais para combater o estigma. Yuri Almeida/Atual7
Mas o estigma apareceu logo. Na primeira semana de tratamento, Thiago precisou tomar Benzetacil em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para tratar sífilis, diagnosticada junto com o HIV. A enfermeira da triagem questionou a dosagem e não queria liberar, mesmo com o encaminhamento carimbado pelo médico do CTA.
“Eu já estava há um tempo na fila esperando. A recepção tinha muita gente. Aí eu tive que falar em alto e bom som que eu tinha acabado de receber um diagnóstico de HIV. Ficou um silêncio gigantesco”, relata. “A enfermeira não sabia onde se esconder. Começou a pedir desculpa, dizendo que não queria causar constrangimento. Acabou que ela se constrangeu muito mais do que eu.”
A situação se repetiu nas semanas seguintes, em outras unidades. Thiago tem instrução, sabe se defender. Mas ficou pensando em quem não tem. “Aqui no Maranhão muita gente vem do interior para fazer tratamento em São Luís. As pessoas do interior já têm pouca instrução, principalmente os jovens. Eu fiquei imaginando uma pessoa dessas no meu lugar. Ia pegar o papel, dobrar, botar dentro do bolso, ir embora e não ia fazer o tratamento, porque não ia se expor ali”, reflete.
A experiência o levou a falar abertamente sobre sua condição nas redes sociais. Passou a receber mensagens de gente que acabou de descobrir, que tem medo, que não sabe a quem perguntar. “O medo vem da falta de instrução. A informação salva”, diz.
Mas falar abertamente também trouxe problemas. Thiago chegou a ser perseguido e ameaçado por um homem que dizia que ele não deveria estar em aplicativos de relacionamento por viver com HIV. O caso foi parar na Justiça. “O que mais me assustou é que era alguém da minha idade. Um jovem. Isso mostra como o preconceito ainda está vivo”, lamenta.
A senhora de 72 anos preferiu não tornar pública sua condição. Fora da família e da Casa Acolher, poucas pessoas sabem que ela vive com HIV. “Só minha família e alguns bem próximos”, conta.
Para quem não tem o vírus e quer se proteger além da camisinha, existem medicamentos preventivos disponíveis no SUS.
A PEP é a profilaxia pós-exposição. Funciona assim: a pessoa teve uma relação sexual de risco, ou sofreu violência sexual, ou teve acidente com material biológico — qualquer situação em que pode ter sido exposta ao vírus. Se procurar o serviço de saúde em até 72 horas, pode tomar medicação durante 28 dias para evitar que a infecção se estabeleça. Quanto antes começar, maior a eficácia. O ideal é nas primeiras horas.
A PrEP é a profilaxia pré-exposição. Para quem se expõe com frequência ao risco de infecção — pessoas que têm relações sexuais sem preservativo com parceiros variados, profissionais do sexo, casais em que um tem o vírus e o outro não —, é possível tomar medicação de forma contínua, antes da exposição. O uso pode ser diário ou, em situações específicas, sob demanda.
“Quando a pessoa vivendo com HIV está em tratamento e indetectável, não há transmissão. Isso muda completamente a dinâmica dos relacionamentos sorodiferentes”, explica Bernardo Wittlin.
Em São Luís, a PrEP e a PEP são ofertadas pelo SUS em serviços especializados, como o CTA Lira e o Centro de Saúde de Fátima, além de algumas unidades básicas de saúde. Em situações de urgência, fora do horário de funcionamento desses serviços, a primeira dose da PEP pode ser iniciada em hospitais de referência, com o acompanhamento feito posteriormente nas unidades especializadas.
Para Paulo Ribeiro, o acesso precisa se expandir. “Poderia ser muito mais expandido para todas as unidades. Muitas vezes a pessoa não tem nem dinheiro para sair de casa e ir até o hospital de referência. Poderia ter nos postos de saúde, que praticamente todos os bairros têm”, avalia.
O infectologista Bernardo Wittlin reforça que todas essas estratégias só funcionam plenamente quando acompanhadas do diagnóstico precoce. Hoje, o SUS disponibiliza testes laboratoriais, testes rápidos de sangue realizados nas unidades de saúde e até autotestes de saliva, vendidos em farmácias. “Testar cedo permite iniciar o tratamento antes que a imunidade caia e evita a progressão para a Aids”, explica.
O especialista é direto sobre o futuro de quem recebe o diagnóstico. “De forma nenhuma a gente pode hoje encarar o HIV como uma sentença de morte. Embora não exista ainda a cura, a gente tem um tratamento muito eficaz, que consegue controlar plenamente a infecção e que permite que a pessoa tenha uma qualidade de vida e uma expectativa de vida próxima da população em geral”, sustenta.
Thiago confirma. Diz que sua vida hoje é mais saudável do que antes do diagnóstico. Mantém relacionamentos, trabalha, planeja o futuro e segue em tratamento, sem nunca ter enfrentado falta de medicamentos no SUS. Para quem acabou de receber o resultado positivo, ele deixa uma orientação.
“Existe vida, muito mais vida e muito mais saúde para além do diagnóstico. Chore tudo o que tem para chorar, mas no dia seguinte vai lá e busca o que tem que fazer. Foca no indetectável.”
Thiago Ferrer | ator e ativista PVHIV (pessoa vivendo com HIV)
A senhora de 72 anos quase morreu. Viveu oito anos com o vírus sem saber, chegou ao fundo, quis desistir. Hoje toma sua medicação, faz acompanhamento, ajuda outras pessoas. “A nossa vida é preciosa, a nossa vida é maravilhosa. Você tem que enfrentar.”
Onde buscar testagem, PrEP e PEP em São Luís
Centros especializados:
- CTA Lira
- CTA Anil
- Centro de Saúde de Fátima
- AE Hospital Presidente Vargas
Unidades básicas de saúde:
- Centro de Saúde Salomão Fiquene
- Centro de Saúde Janaína
- Centro de Saúde Olímpica I
- Centro de Saúde São Francisco
- Centro de Saúde Carlos Macieira
- Centro de Saúde Amar
- Centro de Saúde São Cristóvão
- Clínica da Família Morada do Sol
O teste de HIV pode ser feito gratuitamente em qualquer uma dessas unidades, com resultado em minutos. Autotestes de saliva também estão disponíveis em farmácias. A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição, com prazo máximo de 72 horas. Em situações de urgência fora do horário comercial, procurar hospitais de referência. A PrEP é indicada para uso contínuo, com acompanhamento regular em unidades de referência. Para todos os casos, é necessário passar por avaliação da equipe de saúde.
