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Sob Trump, 90% das indicações de embaixadores são destinadas a apoiadores políticos | Mundo

Sob Trump, 90% das indicações de embaixadores são destinadas a apoiadores políticos | Mundo

Sob Trump, 90% das indicações de embaixadores são destinadas a apoiadores políticos | Mundo

A política de indicação de embaixadores nos Estados Unidos está passando por mudanças significativas durante o segundo mandato de Donald Trump. De acordo com dados da Associação Americana do Serviço Exterior (AFSA), 90% das 102 nomeações feitas pelo presidente republicano são de apoiadores políticos, enquanto apenas 10% são diplomatas de carreira.

Historicamente, a diplomacia americana seguia uma proporção informal conhecida como “regra dos 70/30”, em que cerca de 70% dos embaixadores eram profissionais do Serviço Exterior e os outros 30% eram indicações políticas. No entanto, a atual administração de Trump rompe com esse padrão estabelecido nas últimas décadas.

Segundo a AFSA, os diplomatas do Serviço Exterior são classificados como funcionários de carreira, enquanto as indicações políticas abrangem uma variedade de perfis, desde doadores e aliados partidários até integrantes do círculo presidencial. Mesmo indivíduos com experiência governamental são considerados políticos se não possuírem uma trajetória na diplomacia.

Uma análise histórica desde o governo de Gerald Ford revela que mais da metade dos embaixadores nomeados eram profissionais de carreira. Embora os governos anteriores, incluindo o primeiro mandato de Trump e a gestão de Joe Biden, tenham mantido um equilíbrio em torno de 60% de diplomatas técnicos, a atual administração se destaca pela indicação de apenas 10% de profissionais de carreira para cargos de embaixador.

Além da mudança quantitativa, a escolha de Trump se destaca pelo perfil dos indicados, que incluem doadores, amigos, aliados políticos e pessoas de confiança para representar os interesses americanos no exterior.

Em exemplos como o Reino Unido, França e Israel, as nomeações recaíram em indivíduos próximos ao presidente, como empresários, familiares e aliados evangélicos, em detrimento de profissionais com experiência diplomática.

A preferência por indicações políticas ocorre em um contexto em que mais da metade das representações diplomáticas americanas no exterior enfrentam a ausência de embaixadores titulares, conforme dados da AFSA.

Essa mudança na composição dos embaixadores reflete não apenas a quantidade, mas também a orientação política e os interesses pessoais do presidente Trump, que tem privilegiado relacionamentos políticos e pessoais em detrimento da carreira diplomática tradicional.

A gestão das nomeações está sob a responsabilidade de Marco Rubio, secretário de Estado, conhecido por suas posições críticas à esquerda latino-americana e por atritos anteriores com o governo brasileiro.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA revogou o visto da embaixadora do Brasil, Maria Luiza Ribeiro Viotti, devido a atrasos na aprovação do novo embaixador indicado por Trump para Brasília, Daniel Perez. A decisão foi tomada após a confirmação do nome de Perez pelo Senado.

Fonte: Créditos