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TCU mantém licitação da Fiol após inconsistências no edital

TCU mantém licitação da Fiol após inconsistências no edital

TCU mantém licitação da Fiol após inconsistências no edital

TCU mantém licitação da Fiol após inconsistências no edital

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a licitação para a conclusão de serviços remanescentes do lote 5FC da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, apesar de ter identificado falhas no orçamento e no anteprojeto do edital de 2025 da Infra S.A.

O TCU considerou que interromper a obra seria uma medida excessiva, dada a importância para a região, mas notificou a Infra S.A. sobre as inconsistências. No acórdão aprovado na quarta-feira (18 de março de 2026), a Corte de Contas determinou ciência formal à estatal e abriu um processo para monitorar a evolução do projeto e da obra.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) tem uma extensão projetada de 1.527 km e conectará o futuro porto de Ilhéus (BA) à Ferrovia Norte-Sul, em Mara Rosa (GO). O segmento em questão, parte da Fiol 2 entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), possui 485 km de extensão. O TCU levou em consideração a demora na conclusão do trecho para decidir pela não interrupção do edital, lançado em novembro do ano passado com valor estimado em R$507 milhões.

“As obras do trecho se arrastam há quase duas décadas. Preocupa-me que tal cenário possa se prolongar nos próximos anos, acumulando ainda mais prejuízos decorrentes de sua não fruição”, afirmou o ministro Bruno Dantas, relator do processo no acórdão.

Dentre as deficiências apontadas pelo TCU estavam as inconsistências no orçamento, em especial as divergências entre os preços adotados no edital e as referências do Sistema de Custos Referenciais de Obras (SICRO), e a ausência de estudos técnicos atualizados que comprovem a viabilidade das fontes de material indicadas no edital.

O Tribunal determinou que as medidas corretivas necessárias incluem ciência formal à Infra S.A. sobre as “impropriedades remanescentes” e a abertura de processo para monitorar a evolução do projeto e da obra, sem interrupção da licitação. Parte das falhas orçamentárias já foi corrigida durante a auditoria, porém, o TCU considerou que a indicação de fontes de material sem estudos técnicos completos e atualizados deve ser objeto de ressalva para futuras licitações.

Esta reportagem foi produzida pelo trainee em Jornalismo do Poder360 Eduardo Perry, sob a supervisão do repórter João Paulo Caires.

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