Trump avalia ataque inicial limitado para forçar Irã a aceitar acordo, diz jornal | Mundo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando a possibilidade de realizar um ataque militar inicial e limitado contra o Irã, com o objetivo de pressionar o país a aceitar um acordo nuclear proposto por Washington, conforme reportagem do The Wall Street Journal.
O jornal menciona que esse ataque não seria em grande escala, pois os EUA estão preocupados com possíveis retaliações por parte do Irã. Se aprovada por Trump, a ação teria como alvo algumas instalações militares ou governamentais, de acordo com fontes do governo americano ouvidas pelo WSJ.
Caso o governo iraniano não concorde com o acordo nuclear mesmo após esse ataque inicial, os EUA seguiriam para uma campanha militar intensiva contra as instalações do país, com o intuito de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei, conforme informações do jornal.
Uma fonte consultada pelo Wall Street Journal mencionou que os americanos também poderiam intensificar os ataques a alvos específicos antes de uma ofensiva em larga escala, visando destruir completamente as instalações nucleares, sem necessariamente derrubar o regime iraniano.
A seriedade com que Trump está analisando essas possibilidades não foi confirmada, segundo o jornal americano, que destaca o papel dos conselheiros em apresentar as opções ao presidente.
Durante a primeira reunião do Conselho da Paz em Washington nesta quinta-feira, Trump estabeleceu um prazo inicial de 10 dias para progresso nas negociações com o regime iraniano. Posteriormente, em conversa com repórteres, mencionou um prazo de 15 dias.
Na terça-feira, EUA e Irã realizaram mais uma rodada de negociações diplomáticas em Genebra, conforme informado pelo chanceler iraniano, Abbas Araqchi, que destacou o acordo sobre “princípios” para iniciar a elaboração de um possível acordo, embora o desfecho ainda demande tempo.
Já na quarta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, apontou que persistem divergências entre as partes. Trump, ao longo da semana, mencionou que as negociações estão em andamento de forma positiva.
Nos últimos dias, os EUA têm deslocado caças avançados para o Oriente Médio, numa das maiores mobilizações militares na região desde 2003. Além disso, um segundo porta-aviões, equipado com aeronaves de ataque e guerra eletrônica, está se aproximando da região.


