Trump diz em carta para Congresso que guerra com Irã não tem data para acabar | Mundo
O presidente Donald Trump enviou uma carta ao Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira (2), na qual descreve as operações e os motivos por trás do ataque ao Irã. Segundo o documento obtido pelo jornal “The New York Times” e outras mídias locais, o presidente justifica os ataques como necessários para neutralizar as atividades malignas do Irã.
Na carta, Trump destaca que as ações militares visam proteger o território americano e promover interesses nacionais vitais, como garantir o livre fluxo de comércio no estreito de Ormuz. O presidente informa aos congressistas que a guerra não possui um prazo definido para terminar, contradizendo declarações anteriores que indicavam uma duração de quatro ou cinco semanas. Ele reconhece a impossibilidade de determinar a extensão total e a duração das operações militares, admitindo a possibilidade de uma ação militar prolongada.
No entanto, essas informações contrastam com o posicionamento do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que afirmou em entrevista que esta não será uma guerra sem fim, o que gerou críticas da base de apoio de Trump que segue o slogan “Maga” (Make America Great Again). Durante a campanha eleitoral de 2024, o presidente republicano prometeu não iniciar novas guerras e encerrar conflitos existentes.
Na carta, Trump reitera seu objetivo de destruir o estoque de mísseis do Irã e seu programa nuclear, sem detalhar planos para derrubar o governo iraniano. Essa omissão está alinhada com os discursos dele e de seus secretários, que enfatizam a intenção de eliminar o risco do Irã desenvolver armas nucleares, deixando a responsabilidade de derrubar o regime nas mãos dos iranianos.
Esta semana, representantes do governo têm se reunido com congressistas para esclarecer as ações. Reuniões foram realizadas no Senado e na Câmara dos Representantes, com a maioria dos republicanos demonstrando apoio e satisfação com as explicações sobre a guerra, em contraste com os democratas.
O senador democrata Cory Booker expressou insatisfação, afirmando que perguntas básicas não foram respondidas e contestando a necessidade dos ataques para eliminar possíveis ameaças do Irã. Durante a reunião com os parlamentares, que contou com a presença de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e outros membros do alto escalão do Executivo, Booker criticou a postura do presidente e a falta de autorização do Congresso para a ação militar.
O senador democrata Chris Murphy prevê que esta guerra terá proporções maiores do que a da Líbia, sendo o maior ataque conduzido pelos EUA desde a guerra do Iraque. Ele alerta para a possibilidade de mais americanos serem mortos, indicando que a operação no Irã será significativamente mais intensa do que a da Líbia.
Por outro lado, Rubio defende a ação militar, argumentando que os EUA atacaram o Irã para evitar que o país se fortalecesse e se tornasse uma ameaça ainda maior. O secretário de Defesa enfatizou que os ataques continuarão com maior intensidade visando enfraquecer o regime iraniano e impedir que desenvolvam armas nucleares.


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