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TSE suspende julgamento sobre liminar que derrubou pesquisa AtlasIntel sobre Flávio

TSE suspende julgamento sobre liminar que derrubou pesquisa AtlasIntel sobre Flávio

TSE suspende julgamento sobre liminar que derrubou pesquisa AtlasIntel sobre Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o julgamento de uma liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que impedia a divulgação de novas pesquisas da AtlasIntel. A decisão ocorreu após um pedido de vista da ministra Estela Aranha. A pesquisa em questão apontou uma queda de seis pontos percentuais na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a presidência da República.

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O que aconteceu

  • O TSE suspendeu o julgamento de uma liminar que barrou a divulgação de nova pesquisa AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro.
  • Ministros da Corte, como Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, debateram a necessidade de critérios mais rigorosos para as pesquisas eleitorais no futuro.
  • A suspensão da divulgação da pesquisa atende a um pedido do Partido Liberal (PL), que contestou a metodologia empregada pela AtlasIntel.

Antes da suspensão do processo, apenas o ministro Kassio Nunes Marques proferiu seu voto. Ele defendeu a manutenção de sua decisão inicial que suspendeu a pesquisa e propôs que o TSE estabeleça critérios mais rígidos para a realização e divulgação de levantamentos eleitorais.

O ministro Dias Toffoli reforçou a necessidade de definição de parâmetros claros para o futuro das pesquisas. “Não estamos a julgar esta pesquisa, esta já foi divulgada e já surtiu efeito. O que estamos a definir aqui é quais são os parâmetros em relação a toda e qualquer pesquisa e todo e qualquer candidato”, afirmou Toffoli.

“O que nós vamos decidir neste caso é o futuro: pesquisa pode tudo ou não pode tudo, e qual é o limite entre o que é induzimento e o que não é induzimento. Esse limite não pode ser subjetivo”, acrescentou. O ministro André Mendonça complementou: “Nem tendencioso”.

Toffoli também expressou a crença de que “o povo decide quais institutos são sérios e quais não são sérios”. Ele ainda declarou: “Eu sinceramente, por mim, não precisaríamos estar passando por um julgamento como esse, porque para mim as pesquisas deveriam ser liberadas completamente”.

Para o ministro, a função primordial de uma pesquisa “é para medir opinião pública, não é para formar opinião pública”.

A contestação do PL

A suspensão da divulgação do estudo da AtlasIntel atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL). O levantamento havia sido divulgado em 19 de maio, dias após a revelação de um áudio em que Flávio Bolsonaro solicitava dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em sua sustentação oral perante o TSE, a advogada do PL, Maria Claudia Bucchianeri, argumentou que a pesquisa apresentava um problema “fatal”. Segundo ela, “não trouxe a íntegra do questionário, porque submeteu um vídeo aos questionados, mas essa mídia não foi anexada”. Bucchianeri reiterou: “Eu não tenho como saber qual foi o vídeo mostrado aos entrevistados”.

Na ação que pleiteou a suspensão da pesquisa, o PL alegou que o questionário induziu os entrevistados de forma negativa em relação a Flávio Bolsonaro. Isso teria ocorrido com perguntas relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master.

Para o Partido Liberal, o uso de expressões como “esquema de fraudes financeiras”, “escândalo” e “evidências de envolvimento direto” antes das questões sobre intenção de voto poderia ter potencial para influenciar as respostas dos participantes.

AtlasIntel se defende

O advogado Gualter Rafael Maciel Bezerra, representante da AtlasIntel, defendeu a metodologia do instituto, sustentando que não houve violação à legislação. “A representação não aponta violação objetiva à legislação eleitoral. Na verdade, o que se tem é uma discordância da metodologia com relação ao fato político público e notório, qual seja, a relação entre Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e com a questão do Banco Master”, afirmou.

Em comunicado oficial, a AtlasIntel esclareceu que o áudio da conversa foi exibido somente após a conclusão do questionário principal da pesquisa. O instituto informou que os entrevistados já haviam respondido às perguntas eleitorais e não podiam mais alterar suas respostas quando foram direcionados a uma página separada para ouvir o material.

*Com Estadão Conteúdo

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