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Uma busca no fim do mundo – Meio

Uma busca no fim do mundo – Meio

Uma busca no fim do mundo – Meio

Uma busca no fim do mundo – Meio

‘Sirãt’ retrata a busca por uma jovem no deserto do Marrocos, em meio a um cenário de iminente guerra. Foto: Divulgação

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Último concorrente ao Oscar de Melhor Filme Internacional a chegar ao Brasil, o filme espanhol Sirãt, dirigido e coescrito por Oliver Laxe, vai além do entretenimento convencional. Acompanhado de seu filho, um homem (Sergi López, um dos poucos atores profissionais do elenco) viaja para o Norte da África em busca de informações sobre sua filha, que desapareceu há meses. A jovem faz parte do movimento Free Party e estaria participando de raves informais/ilegais pelo deserto marroquino. Durante a jornada, outras pessoas, tanto festeiras quanto não, se juntam à dupla. Enquanto isso, uma crise política se intensifica, caminhando em direção a um conflito global, e as forças militares buscam evacuar a região. A complicada jornada do grupo dá sentido ao título do filme, fazendo referência à ponte mítica “fina como um fio de cabelo e afiada como uma espada”, que, na crença islâmica, as almas devem atravessar para chegar ao paraíso.

Mas o cinema não se resume apenas a aspirações artísticas. Chega às telas Pânico 7, 30 anos após o filme original, dirigido pelo mestre Wes Craven. A direção e roteiro estão a cargo de Kevin Williamson, que já havia escrito as partes 1, 2 e 4, prometendo uma conexão mais profunda com as origens da série. Neve Campbell, ausente no sexto filme, retorna como Sidney Prescott, a vítima preferida do assassino Ghostface. Sidney, agora uma mulher de meia-idade, leva uma vida tranquila em uma cidade do interior, onde os eventos sinistros costumam acontecer nos filmes. Um novo Ghostface surge, mirando agora na filha da heroína, indicando que em breve a protagonista terá que passar adiante o legado. E falando em legado, Courteney Cox, eternamente conhecida como Monica de Friends, continua firme e forte no papel da repórter sensacionalista e escritora Gale Weathers, a única personagem presente em todos os filmes da franquia.

Para aqueles que buscam emoções distintas da adrenalina, uma excelente opção é A Incrível Eleanor, marcando a estreia da diva Scarlett Johansson como diretora. A personagem principal, interpretada de maneira magistral por June Squibb, é uma senhora judia de 94 anos que reside em um condomínio para idosos na Flórida, junto de Bessie, uma sobrevivente do Holocausto e sua amiga de longa data. Após o falecimento de Bessie, Eleanor decide se mudar para a casa de sua filha em Nova York. Em um centro judaico, ela participa de um grupo de apoio a sobreviventes do nazismo e compartilha a história de Bessie como se fosse sua própria, cativando uma estudante de jornalismo, filha de um renomado apresentador de TV. Essas duas mulheres desenvolvem uma relação próxima, e a jovem decide escrever uma matéria sobre sua nova amiga, mantendo em segredo a verdadeira identidade da narradora.

Também comovente é A História do Som, dirigido por Oliver Hermanus. Paul Mescal e Josh O’Connor interpretam um cantor humilde e um musicólogo abastado que se encontram (e se apaixonam) em 1917, pouco antes dos Estados Unidos entrarem na Primeira Guerra Mundial. Três anos depois, os dois exploram as montanhas selvagens do Maine com um equipamento portátil de gravação, registrando não apenas a autêntica música folclórica, mas também a essência daquelas pessoas. Lionel possui a habilidade de perceber o som por meio de outros sentidos além da audição, adicionando uma camada extra à atmosfera que os envolve.

Diz-se que a herança é o que os falecidos deixam para os vivos brigarem por ela. Esse é o mote da comédia sombria Manual Prático da Vingança Lucrativa, de John Patton Ford. Becket Redfellow, um arquiteto, é o único herdeiro de um magnata que falece, deixando uma fortuna de US$ 28 bilhões. Contudo, a mãe de Becket foi deserdada enquanto grávida, o que significa que ele só terá acesso à herança se não houver outros parentes vivos. Chegou a hora de garantir que não existam.

No campo da comédia familiar, temos A Miss, produção brasileira de Daniel Porto. Iêda (Helga Nemetik), vencedora de concursos de beleza em sua juventude, pressiona sua filha Martha (Maitê Padilha) a seguir, mesmo que relutantemente, seus passos. Quando Martha está prestes a causar um tumulto na família, ela descobre que, na verdade, é seu irmão Alan quem possui a vocação e o desejo de se tornar Miss Grajaú. Com a ajuda de seu tio maquiador e de Iêda, a família embarca em uma jornada para tornar o sonho de Alan realidade.

E para encerrar, temos a animação francesa de ficção científica Arco, dirigida por Ugo Bienvenu e indicada ao Oscar. O protagonista, um garoto de 10 anos em 2932, vive num mundo onde a tecnologia reproduz as cores do arco-íris, permitindo viagens no tempo para estudar o passado. No entanto, a idade mínima para tal aventura é de 12 anos, o que deixa Arco profundamente invejoso de seu pai e irmã. Sem paciência para esperar mais dois anos, ele decide usar o equipamento para testemunhar os dinossauros. As coisas, obviamente, não saem como planejado, e o menino se vê preso em 2075, época em que a humanidade depende de androides e vive em ambientes protegidos de condições climáticas extremas. É lá que Arco conhece Íris, uma garota de sua idade que se dispõe a protegê-lo e ajudá-lo a retornar ao seu tempo. Embora destinado ao público infantil, o filme tem potencial para cativar também o público adulto.

Consulte a programação completa nos cinemas de sua região. (AdoroCinema)

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