VÍDEO mostra desabamento de ponte que deixou 14 mortos
Título: VÍDEO revela colapso de ponte que resultou em 14 óbitos
Novas imagens divulgadas hoje mostram caminhões e motocicletas sendo lançados durante o colapso da Ponte JK, que conecta Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), em 22 de dezembro de 2024. O incidente resultou em 14 mortes e três pessoas desaparecidas.
A tragédia ocorreu por volta das 14h50, quando o vão central da ponte desabou, levando veículos para o fundo do rio. A estrutura, erguida na década de 1960, era objeto de queixas dos usuários devido ao seu estado de conservação.
De acordo com um laudo da Polícia Federal, o colapso foi causado pela deformação do vão central, resultado da sobrecarga dos veículos, especialmente dos dois caminhões que transportavam substâncias perigosas, como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.
A tragédia gerou protestos e demandas por ações, com uma advogada pedindo providências por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que informou que as demandas de compensação estão em processo judicial e de conciliação.
A advogada Melissa Fachinello, representante dos pescadores afetados, criticou a falta de ação do DNIT em relação às compensações, considerando inaceitável a ausência de fiscalização e manutenção da ponte. Ela argumentou que a tragédia poderia ter sido evitada com mais responsabilidade na preservação da estrutura.
O acidente desencadeou uma série de reações, com o vereador Elias Júnior (Republicanos) de Aguiarnópolis filmando a ponte momentos antes do colapso para denunciar seus problemas. Em fevereiro de 2025, o que restava da ponte foi demolido, e as obras da nova estrutura, que passa pela BR-226, iniciaram imediatamente. A nova ponte foi inaugurada em 22 de dezembro de 2025, um ano após a tragédia.
Imagens inéditas mostram o momento exato do colapso da Ponte JK, que ligava os estados do Maranhão e Tocantins, em dezembro de 2024 pic.twitter.com/ySyRB45BwF
— Maicon Souza (@MaiconSouza_) March 20, 2026
O DNIT também informou que as ações judiciais relacionadas ao acidente estão em diferentes fases processuais, incluindo tentativas de conciliação e análise das compensações. Dentre os tipos de compensação discutidos estão danos materiais, morais e ambientais. O órgão garantiu estar buscando soluções rápidas e eficazes, porém sem previsão para o pagamento das indenizações.
O processo judicial envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), que coordena as demandas junto aos tribunais. A complexidade do caso demanda um tratamento personalizado, e as famílias impactadas devem acompanhar o andamento por meio de advogados ou organizações representativas.


